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Veja 8 dicas para ser firme na hora da refeição do seu filho

23 de Setembro de 2016 | Alimentação Infantil

Foto: PixabayEm muitas casas por que passo e em muitos relatos que recebo, percebo que as famílias não estão sabendo lidar com as restrições que os filhos impõem. 

A falta de tempo para se dedicar às brincadeiras, ao lúdico e ao divertimento com os filhos tem dado espaço à culpa e liberdade exagerada na hora de comer. Precisamos assumir que nós, ADULTOS, somos autoridade dentro de casa.

É normal que entre os dois e três anos a criança passe por algumas recusas por alimentos que inclusive gostavam muito anteriormente. Mas devemos tomar cuidado, identificar rapidamente esta fase e criar incentivos para que ela tenha interesse em experimentar. Nunca deixar de oferecer é uma boa dica. Come você mesma, congela, compra um pouco menos, mas não deixe de oferecer. Essa fase vai passar e ele vai ter como voltar para a referência que tinha antes da recusa. 

Estamos criando crianças que sabem cada dia menos sobre ingredientes e se recusam a comer vários deles:

– Não gosto de verduras porque são verdes demais!

– Muito amarela essa batata baroa!

– Que nojo desta cebola!

Lidar com crianças não é fácil e hora de comer não é hora de brigar, mas temos que aprender a ser firmes em nossas decisões.

Então, fique atento a estas dicas:

Foto: Pixabay1- Se seu filho começar a gritar e chorar na hora da refeição, faça cara de paisagem e não deixe que perceba que você está terrivelmente irritado ou amedrontado com seu comportamento. Não recue. Se recuar uma vez, ele verá que consegue o que quer com este artifício. Nesta hora, vá para o quarto, conte até 20, grite no travesseiro, mas não deixe que ele perceba seu desequilíbrio.

2- A responsabilidade pela educação alimentar do filho é dos pais. Porém, escola, familiares e principalmente os avós devem estar cientes de suas imposições e auxiliarem quando os pais não estiverem presentes. Uma boa ajuda da parte da família é, também, não desautorizar os pais na hora que estiver sendo firmes. Ou seja: se a regra for não tomar o refrigerante, a avó NÃO pode dizer na frente da criança: "Ahh, deixa só um pouquinho? Como você é má!!!" 

3- Saiba dizer não. O excesso de exceções tem gerado muitos problemas hoje em dia. Temos que abrir uma exceção na porta da escola, na casa dos avós, nas festas de aniversário, no final de semana, depois do almoço, por ter tirado nota alta, quando vamos ao supermercado, quando se comportam bem, quando faz carinha de pedinte. NÃO. Simplesmente: NÃO! Não vou te dar este iogurte agora porque na hora do almoço você não comeu direito. Está com fome? Vamos comer (comida de verdade) na próxima refeição. 

Foto: Pixabay4- Rotina é algo que ajuda muito a criança a conseguir organizar na cabeça como será o dia sem criar ansiedade. Pedir a ela que ajude a definir o cardápio da semana é um ótimo incentivo. Prenda este cardápio pronto na geladeira para que ela mesma tenha curiosidade de ver o que comerá naquele dia. Você pode escrever ou desenhar. "Filho, preciso que me fale um legume vermelho para o almoço da segunda feira." Ou: "É quinta feira: dia de experimentar algo novo! Quais opções nós teremos para escolher?"

5- Ser firme não é sinal de que a refeição tenha que ser palco para momentos de briga. Pelo contrário. A ideia aqui é que você saiba se impor e que ele saiba que não vai adiantar fazer birra. Aquela é a alimentação da família. A alimentação de todos deve ser igual. Não existe essa história da mãe comer uma coisa e ter que preparar outro alimento para a criança comer. A refeição é aquela. É a refeição da casa. Se não quer comer, não vai comer nada e vai esperar a próxima refeição para se alimentar. Esta hora pede sangue frio e determinação e pode ser a mais difícil de todas as dicas citadas aqui. Mas o ser humano tem instinto de sobrevivência. E esse instinto fará com que o pequeno coma, quando tiver fome, o que tiver disponível.

6- Tenha em sua casa uma relação de respeito com o ambiente alimentar. Na hora de comer, uma oração ou mesmo um agradecimento pelo que está servido é muito importante. Fazendo assim, damos à comida o VALOR que ela merece.

7- Cuidado com a sua ansiedade. Cada criança tem um ritmo e uma quantidade ideal para comer. Se seu filho está bem nutrido, correndo e defecando de uma forma saudável, não se preocupe. Ele está recebendo os nutrientes necessários mesmo comendo pouco. Não force para que raspe o prato, mas fique de olho se não está enrolando demais. O tempo de contato com o prato não deve ultrapassar 30 minutos.

8- Converse com eles sobre a responsabilidade que têm em aprender a comer e o quanto isso vai influenciar em seu futuro. Para os mais crescidinhos, explique que é bom que eles tomem a decisão de experimentar aos poucos com uma mentalidade mais positiva, lembrando a eles que comida é o nosso combustível. E precisamos dela para viver com qualidade.

Para finalizar, vou contar um caso de como um pouco de firmeza é positivo.

Foto: PixabayDurante uma festa de aniversário para a qual fui contratada, uma criança entrou em pânico quando viu que teria que experimentar um milk-shake de banana com morango. Começou a chorar e tudo mais. Vi que aquela cena estava bem exagerada e que todas as crianças tinham amado o milk-shake. Porque realmente estava delicioso. Então olhei firme pra ela e disse:

Vamos experimentar SIM. Você precisa de alimentos bons para o seu corpo funcionar bem. E, além disso, todos estão amando e se divertindo. Bora topar esse desafio?

Ela não gostou muito do que disse no primeiro momento, mas depois de uns 2 minutos me chamou e disse baixinho:

– Posso experimentar? 

Eu então, radiante por dentro, respondi:

– Lóóógico. Mas só um pouquinho!

Essa criança tomou CINCO COPOS inteiros do milk-shake! E no final não parava de me mandar beijos e me abraçar. 

Vocês tinham que ver o orgulho com que contou para a mãe que tinha conseguido experimentar banana! A mãe quase caiu pra trás!

Deixo para vocês o desafio de tentarem com mais afinco, mas sem perder o carinho, e principalmente, A PACIÊNCIA!