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Tolerância e respeito só fazem bem às relações entre pais e filhos

09 de Março de 2018 | Sem Manual

chavescadeados.jpg (164 KB)Instigado pelo Dia Internacional da Mulher, mergulho em uma reflexão sobre a importância do respeito em nossas relações. Do respeito de gênero, do respeito pelas diferentes etnias e raças, do respeito pelas diversas opções sexuais, do respeito pelas múltiplas culturas. Há muita violência, intolerância e desrespeito entre nós. E essa constatação me faz questionar sobre o que nós, seres humanos, somos de fato.   

 E por que não refletir também sobre o respeito entre pais e filhos? Não é raro eu me “fechar” diante de uma situação de descontentamento em relação a atos ou comportamentos dos meus filhos. Claro que não se trata de relativizar absolutamente tudo, não é isso. O que registro aqui é a reação negativa quando nos deparamos com algo que foge ao campo do desejado, do esperado, do imaginado, daquilo que esperamos que aconteça.

Outro dia, numa dessas sequências do cotidiano, acabei incorrendo em desrespeito. O motivo? Bem, o motivo era absolutamente banal. Lucas, meu filho, brincando inocentemente com um cadeado [sim, estou falando de um ferrolho, de uma tranqueta] acabou o fechando sem que tivéssemos a chave para abri-lo. 

Foi uma dessas situações acidentais e involuntárias. Mas diante do cadeado inoperante e de um portão que clamava por ser lacrado, quem de fato se trancou fui eu. Não foi uma explosão desmedida, mas também não dei conta de lidar com o acontecimento como de fato deveria ser. 

Para temperar a situação, a chuva caia sobre nossas cabeças. Acabei dizendo para Lucas ir para casa [estávamos fora de casa, fechando as dependências do local a pedido de um conhecido que se viu diante da necessidade de sair às pressas]. 

Quando cheguei à nossa casa, de cara amarrada, encontrei meu filho à minha espera. Assim que foi possível ele me disse: Onde está o cadeado? Pode deixar que eu vou tentar abri-lo. Eu já vi isso algumas vezes no Youtube. Titubeei por alguns segundos, mas o bom senso tomou conta e eu disse a ele. Vai lá, pode tentar. Mas tome cuidado para não danificá-lo. 

Passaram-se algumas horas e a empreitada não deu certo. Tivemos que sair de casa novamente [preguiça batendo sobre mim] e fomos comprar um kit formado por duas chaves e um cadeado naquela tarde de sábado. Compramos, colocamos no portão que conclamava para ser trancado e ao olhar para trás percebi que o mau humor de horas antes tinha sido um despropósito

Sentamos, Lucas e eu, conversamos e até comemorei a forma como ele encarou a situação. Lucas estava aborrecido por que não esperava falhar. Ele chateado por não conseguir abrir o cadeado com um clips. Bom, ele não abriu o cadeado, mas acabou desatando os nós do meu coração. Obrigado, meu garoto! Obrigado, meu amigo!

 

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