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Sobre acreditar em Papai Noel: vamos abrir as portas da esperança!

23 de Novembro de 2015 | Blogs Antigos

Carta para o Bom Velhinho!Temos um problema este ano aqui em casa: na cartinha para o Papai Noel, meu filho já registrou seu pedido (devidamente recolhido na árvore pelas renas do Natal): ele quer um skate a jato! Ao mencionar isso enquanto estávamos escrevendo a carta, pensei em dizer “meu filho, mas isso é impossível”! Contive-me e perguntei: o que você vai fazer com um skate a jato? “Vou atravessar o oceano e fazer uma barraca numa ilha deserta”! Hummmm… Mas, assim, só por acaso, se o Papai Noel não tiver um skate a jato? “Uai, mãe, ele pode construir”! Ok, vamos pedir isso.

Fiquei com dó, confesso. Meu filho vai “abrir as portas da esperança” no Natal e não vai ganhar o presente desejado. Fiquei pensando sobre isso: ou alimentamos os sonhos dos nossos filhos, correndo o risco de se decepcionarem, ou já decepamos de vez as suas expectativas, protegendo-os de qualquer frustração. Preferi a primeira opção, claro, entendendo que se decepcionar faz parte da vida, é um processo de crescimento e aceitação que começa na infância. Mais injusto é não deixar a imaginação das crianças voarem.

O Natal é um período interessante. A gente vê todo tipo de teoria sendo discorrida: um não ao consumismo exagerado, por exemplo. Mas os presentes, quaisquer que sejam, estão no desejo mais íntimo de qualquer criança. Costumo dizer ao meu filho que o Papai Noel precisa presentear muitas crianças, então, ele só vai ganhar um ou dois presentes. E fica tudo bem assim, sem excessos e com muita alegria - mesmo não recebendo um skate a jato. Mais vale a expectativa de esperar as renas apanharem as cartas e as armadilhas espalhadas na casa pra tentarmos surpreender o Papai Noel.

Esse encantamento do Natal devia estar presente em nossas mentes e corações o ano inteiro. Até mais em nós, adultos, tão carentes de amor. Esta semana li uma frase que representa tanto esse 2015 de desafios, melhor dizendo: “em tempos de ódio, amar é quase um gesto revolucionário”. É por amar muito meu filho que não vou dizer a ele que é impossível para o Papai Noel construir um skate a jato. Nem poupá-lo da decepção. De alguma maneira, ele já estará feliz simplesmente por ter acreditado. E não é assim com todos nós? Se não acreditamos em algo, que graça tem?

 

Flavia Fonseca

FLAVIA FONSECA

Mãe Prematura

Mãe de um menino que nasceu 08 semanas antes do previsto, a jornalista Flavia Fonseca escreveu um livro para compartilhar sua experiência (www.maeprematura.com.br). No blog Mãe Prematura, ela fala desse tema e das surpresas e inseguranças que marcam a maternidade.