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O dilema dos presentes de viagem

27 de Março de 2018 | Meu Dinheirinho

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Sou professor de MBA e atuo como consultor. Em virtude da minha atividade profissional, passo uma boa parte do meu tempo longe de Belo Horizonte, cidade onde moro. E essas viagens são para os mais diversos destinos e também com durações distintas. Podem ser somente no final de semana ou durar mais tempo. E com certeza, a pior parte dessa vida itinerante é a distância da minha família. Sinto muita saudade de minha esposa e dos meus dois filhos. E eles também sentem minha falta. O avanço da tecnologia com uma comunicação cada vez mais fácil diminui, mas não elimina o problema.

Desde o momento que soube da vinda da Maria Eduarda, minha bagagem no retorno de cada viagem sempre ficava mais pesada. Ao longo da viagem, muitos presentes eram comprados para a filha que estava por chegar. Esses presentes juntaram-se ao enxoval preparado para sua chegada. Era uma forma de diminuir a saudade.

Mas, já trabalhando com educação financeira, uma coisa me preocupava. Não queria cair na armadilha de tentar diminuir a saudade ou mesmo a culpa de estar ausente por presentes. E também me preocupava que a Duda criasse uma expectativa de ser presentada a cada viagem que eu fizesse. Por outro lado, queria de alguma forma mostrar para ela que mesmo longe eu me lembrava dela. Como resolver este dilema?

Com esta questão na cabeça, acabei encontrando um texto que me ajudou bastante. Nele, um pai, cuja atividade profissional também exigia constantes viagens, relata ter vivido o mesmo dilema que eu estava enfrentando. Queria que a filha participasse de suas viagens, mas não através da coleção de vários presentes. E ele teve então uma ideia genial. Em cada cidade que visitava, recolhia uma folha caída de uma árvore. E esta folha era levada para a filha. E juntos, iniciaram uma coleção de folhas. Colocavam cada uma em um álbum e registravam a data e o local da coleta. E a experiência da coleta servia para o pai falar um pouco daquela cidade e mesmo da viagem.

Gostei bastante do relato. Só faltava agora descobrir o que poderia ser a nossa folha. Tive então uma ideia. Passei a trazer de cada viagem sabonete e shampoo do hotel onde me hospedava. Hotéis são uma paixão que me une a minha filha. Ela adora hotel como eu também adorava quando criança. E começamos a nossa coleção. Cada vez que chego de viagem, ela está ansiosa para ver o que trouxe na minha necessaire. E vai logo tratando de guardar junto da nossa coleção.

E foi interessante também, porque conseguimos criar uma coleção que pode ser utilizada. A Duda utiliza nossos sabonetes e shampoos em cada banho após suas aulas de natação. Quando vamos ao clube, também usamos. E por fim, nossa coleção acaba me salvando toda vez que preciso me hospedar em algum hotel que não oferece essas facilidades para os hóspedes.

Agora tenho um novo dilema. O João Pedro, meu segundo filho, já está um pouco maior. Já começa a entender mais sobre minhas viagens. Tenho que descobrir o que poderá se transformar em nossas folhas!!

 

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