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Manual da birra: por que acontece, como resolver e, de brinde, uma boa notícia!

05 de Outubro de 2017 | Mães Que Educam

Birra_iStock-491580070.jpg (126 KB)

Por Cristina Cançado

Hoje o assunto é birra. Um dos maiores desafios da educação dos filhos.

“Meu filho tem 3 anos. Ao ser contrariado se joga no chão e começa a gritar. Eu tento conversar e nada adianta. Ele parece não me ouvir. Não sei mais o que fazer.“

“Quando meu filho é contrariado ele chora, grita, joga as coisas, tenta nos morder e bater. Já não sei mais o que fazer. Ele só tem 2 anos e 5 meses. Falo firme mas nada adianta.”

Você já passou por alguma dessas situações?

Não é fácil presenciar uma crise de birra. Ver a criança chorando, se jogando no chão e até mesmo “esfregando um pezinho no outro”. Traz angústia, insegurança e medo de agir.

Vamos entender o que é a birra.

1- Uma forma de comunicação

A birra é uma forma da criança se comunicar com o adulto. Ela pode ser uma pista para os pais e mostra que, provavelmente, estão cedendo demais naqueles momentos em que deveriam ser mais firmes.

2- Uma forma de manipulação

A birra é também é uma das maneiras que a criança usa para conseguir o que deseja. Isso acontece quando os pais cedem por causa do choro. É assim que a criança faz da birra uma forma de manipular os pais para ter suas vontades realizadas.

E durante uma crise de choro é difícil para a criança controlar a raiva. É muito intenso. Por isso, o controle dessa situação está nas mãos do adulto e cabe a ele ensinar para a criança que a birra não funciona.

Então, o que fazer diante da birra?

1º - Não perca a calma.

Respire fundo. Você deve estar no controle. Seu filho está de olho em você. A sua postura vai trazer a calma para ele ou poderá deixá-lo mais tenso, inseguro e mais bravo.

2º - Acolha o seu filho, mas não ceda.

Diga, por exemplo: “Eu estou vendo que você está muito bravo e assim eu não consigo te ajudar e nem saber saber o que você quer. Quando você se acalmar a gente conversa”.

Ao agir assim, os pais acolhem e respeitam o sentimento da criança. É uma postura coerente, porque ela está brava, mas não está conseguindo se expressar de uma maneira que você compreenda.

Depois que você colocou um limite, não ceda, de jeito nenhum.

3º- Converse com seu filho, “olho no olho”.

Depois que a crise de birra passar é hora do seu filho aprender com você. Diga, por exemplo: “Agora podemos conversar, eu vou saber o que você quer e se posso ou não te ajudar.”

Pode até ser que você, agora, fale “sim” para o que ele tanto desejava. Depende. O que ele precisa saber é que com a birra ele não vai ter nenhuma vontade satisfeita. A mensagem vai ser clara: “Agora que você está calmo, eu consigo te entender e posso te ajudar.”

Importante: não se esqueça que a birra faz parte do processo de desenvolvimento da criança. Ela está aprendendo a se comunicar e a lidar com as emoções.

Uma boa notícia: da mesma forma que a criança aprende a fazer birra, ela também aprende a conseguir o que deseja pela conversa. A criança não nasce birrenta. Ela aprende a fazer birra.

Não há nada de errado se seu filho faz birras. À medida que ele vai entendendo que choros e gritos não fazem você ceder, a birra é colocada de lado.

Lembre-se: seu filho conta com você!