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Do afeto, do carinho: coisas para fazer com os filhos, diariamente

07 de Julho de 2017 | Sem Manual
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Teresa, brincando no campus da UFMG na Pampulha | Foto: Tacyana Arce

 

Daqui a três semanas minha filha caçula completa 9 anos – é a história de uma pessoa autônoma, com desejos e vontades muito particulares, muito próprias, ainda que meus olhos ainda teimem vê-la como uma garotinha.

O aproximar da data, espécie de efeméride familiar, evoca reflexões. Natural que a dimensão de tempo assim o faça.

Depois de uma longa, cansativa e frustrante jornada no mundo das "gentes grandes", penso o quão bom seria se houvesse um tiquinho de tempo a mais para a diversão. Atualmente, quando em casa chego por volta das 19, 20 horas, encontro olhos assustados e deparo-me com indagações aflitas: "Pai, aconteceu alguma coisa? Você chegou cedo. Está tudo bem?".

Invejo o simples e bom cotidiano, a troca de sorrisos e de carinho; demonstrações generosas de afeto e brincadeiras. Parece maravilhoso, delicioso. Por ora, compartilho meus pensamentos, recheados de algumas lembranças, com vocês.

Que tal sentar ao sol durante a tarde e costurar histórias fazendo uma pipa? Que tal sentar-se no topo de uma montanha e apreciar o horizonte, mirando os olhos lá bem longe, onde a vista não alcança?

Que tal deitar sob o céu e contar estrelas, navegar pelas galáxias e deixar a imaginação explorar o mundo lá fora e o aqui de dentro?

Que tal comer pipoca em frente à TV durante uma sessão caseira de cinema? Todo mundo debaixo de uma coberta bem "quentinha" para espantar o frio e afagar o coração. Que tal dormir lado a lado?

Que tal descascar laranja e depois caminhar por uma estrada de terra batida, dessas que, felizmente, ainda temos por nossas bandas? Que tal andar de carro com o vidro aberto, deixando o vento soprar forte agitando as nossas cabeleiras?

Que tal tomar banho de mangueira numa tarde quente e sufocante de Primavera? Que tal brincar de pique-esconde? Jogar bola? Andar de bicicleta? Que tal abrir um livro e, juntos, contarmos histórias?

Que tal tomar banho de cachoeira? Caminhar assobiando? Comer pé-de-moleque? Cantarolar? Que tal subir numa jabuticabeira e se empanturrar?

Afinal, que tal?