Consulte a Melhor Programação para o seu filho

Consulte a melhor programação para o seu filho

Ver todas as atrações


Desenvolvimento escolar ATÍPICO - TDAH

12 de Janeiro de 2016 | Lição de Casa

TDAHAs frases mais comuns nos relatos dos pais e professores que encaminham crianças com a suspeita de serem TDAH são: "vive no mundo da lua"; "esquece onde coloca tudo"; "preciso falar 50 vezes"; "não fica quieto um segundo"; e por aí vai. É preciso dizer que nem toda criança desatenta e/ou inquieta tem TDAH. E agora? Quais são as características desse transtorno? Como saber quem tem e quem não tem?

O transtorno do déficit de atenção com ou sem hiperatividade/impulsividade - o famoso TDAH - é um problema bastante identificado hoje em dia que afeta os processos de aprendizagem. A literatura científica descreve o TDAH em três tipos: o predominantemente desatento, o predominantemente hiperativo/compulsivo e o combinado, que tem características tanto de desatenção quanto da hiperatividade/impulsividade. 

Apesar dos avanços nas pesquisas, inclusive de neuroimagem, ainda não é possível afirmar qual a origem desse transtorno. Sabe-se, porém, que há indícios de que possa ser endógena (genética) ou exógena (ambiental). Nos dois casos, há comprometimento do funcionamento do sistema nervoso, causando uma disfunção que gera esse transtorno.

Nos três casos de TDAH, há uma incrível facilidade de se distrair, de perder o foco. E é involuntário, acredite. Por mais difícil que seja para nós, pais e professores darmos conta dos cuidados diários e escolares de quem é TDAH, é importante nos lembrarmos  sempre disso: é involuntário. Uma boa notícia é que existem recursos para minimizar seus efeitos. 

Como o TDAH é considerado um transtorno do desenvolvimento escolar atípico, com acometimento em várias áreas da vida da criança, a literatura é unânime em considerar que o diagnóstico deve ser multidisciplinar. A expressão dos sintomas do TDAH pode afetar vários aspectos do desenvolvimento, como a área motora, cognitiva, comportamental e pedagógica. A intensidade dos sintomas também varia de caso para caso, uma vez que a condição neurobiológica de cada criança é diferente e terá interação com o ambiente em que ela nasce, cresce, vive e estuda. O diagnóstico precoce, o cuidado, a estimulação e a condução adequada da família e da escola farão toda diferença nos resultados. 

Nas consultas ao pediatra, os pais costumam fazer observações sobre o comportamento geral da criança. Percebendo-se algo mais destacado, que necessite de uma investigação mais minuciosa, o pediatra encaminhará a criança para um neurologista, que normalmente encaminha para um psicólogo e/ou psicopedagogo. Assim, uma avaliação ampla das áreas psicomotoras, comportamentais e pedagógicas, além das questões clínicas, fecharão um diagnóstico. Existem hoje no mercado várias medicações para TDAH, sendo o neurologista responsável por prescrever a mais adequada para cada caso, se constatada a necessidade.

Os estudos mais recentes publicados nas revistas científicas especializadas indicam que a eficácia do tratamento é maior quando há conjugação da medicação com as psicoterapias que ajudarão a criança na percepção de seu comportamento e na construção de estratégias para controle da impulsividade, melhoramento cognitivo, preservação das relações sociais, melhoramento do desempenho acadêmico e autoestima. 

Aliado a isso, é imprescindível que a gestão escolar esteja atenta às necessidades dos alunos com desenvolvimento escolar atípico, como no caso de TDAH, capacitando os professores e coordenadores, criando estratégias de avaliação que contemplem múltiplas habilidades da criança. É importante ressaltar que os avanços dentro das escolas na condução dos casos de desenvolvimento escolar atípico devem acompanhar as pesquisas científicas que vêm sendo feitas nas áreas médica, comportamental, psicológica e farmacológica. 

Sobre desenvolvimento escolar atípico, ver também: Desenvolvimento escolar TÍPICO e ATÍPICO e Desenvolvimento escolar ATÍPICO - Dislexia