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Crianças no supermercado: um oportunidade de ensinar educação financeira!

09 de Maio de 2017 | Meu Dinheirinho
supermercado_pixabay.jpg (137 KB)
Foto: Pixabay

Muitos especialistas em educação financeira têm uma série de dicas para ajudar as famílias a controlar os seus gastos, especialmente nas idas ao supermercado. Elas passam pela confecção de uma lista dos produtos que precisam ser comprados (evitando assim a compra desnecessária), pela pesquisa de preços (para aproveitar a concorrência entre as empresas), pela importância de se ir às compras alimentados (com fome aumentam-se as compras por impulso) e por se evitar a companhia dos filhos (já que eles estão sempre pedindo algo). Concordo com as três primeiras dicas, mas discordo bastante da última dica. Não levar os filhos às compras significa perder uma incrível oportunidade de trabalhar a educação financeira deles.

O supermercado é o local ideal para uma criança aprender o que significa consumir, que nada mais é do que realizar escolhas. Nossos desejos de consumo são enormes, mas nosso consumo acaba limitado por nossa renda. Como ela é limitada, somos obrigados a realizar escolhas. Uma ação bem simples pode ajudar a formar esse valor na cabeça de uma criança: quando ela for ao supermercado pode se permitir a ela a escolha de um único produto a ser comprado pela família fora da lista. Ao longo do percurso do supermercado, essa criança irá escolher diversos produtos. Mas a posição firme do pai ou da mãe irá fazer com que ela acabe realizando uma escolha. Para escolher um só produto, terá de deixar de levar diversos outros. Aqueles que acabam aceitando a compra de diversos produtos podem estar contribuindo para a formação de alguém que não terá limite de consumo. E deve-se deixar claro que a pirraça significa a perda do direito de escolher algo. Essa prática pode ser utilizada com crianças bem novas, desde o momento que começam a pedir a compra de algum produto.

Outro conceito que pode ser bem trabalhado é o de querer e precisar. Queremos muitas coisas, mas buscando um consumo consciente devemos nos perguntar a todo o momento se precisamos daquele produto. Uma criança pode querer um chocolate, mas deve ser lembrada que em casa já tem chocolate ou que naquele mês está sendo comprado outro tipo de guloseima, como biscoito.

Finalmente, pouco a pouco, para crianças mais velhas podem ser introduzidos os conceitos de caro e barato. Caro é aquilo que tem um alto custo tendo em vista o benefício do produto e mesmo o padrão possível de consumo da família. Barato é algo que tem um baixo custo diante dos benefícios do produto.