Consulte a Melhor Programação para o seu filho

Consulte a melhor programação para o seu filho

Ver todas as atrações


Fácil não é, mas quem disse que seria?

16 de Março de 2016 | Lição de Casa

Receita de boloCom receita ou sem receita, na hora de fazer um bolo sempre corremos o risco de dar um vacilo e desandar o resultado. Não é fácil acertar a mão toda vez. Mesmo que antes, tenhamos feito muitos outros bolos que deram certo, não temos como garantir que o próximo ficará bom. E no papel e na foto sempre fica bonito e perfeito, né?! Parecendo tão gostoso e fácil de fazer!

Na educação dos meus filhos às vezes tenho essa sensação. Não existe receita e isso é um fato do qual tento me lembrar toda manhã quando abro os olhos. O que funciona com um filho nem sempre funciona com o outro. Acho até que quase nunca funciona. Imagine ditar receitas para crianças que nasceram em outras famílias e em outros contextos?! 

É comum sentir que perdi o jeito. Tenho três filhos e com frequência me vejo embaraçada no meio de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo com eles. A demanda é enorme. E claro, não dou conta de tudo. Ser mãe é um dos meus papéis. Talvez um dos mais importantes no momento, uma vez que meus filhos estão em fase de crescimento. Porém, tenho outras demandas. Sou também filha, esposa, profissional... Vira e mexe preciso me falar que nem tudo vai sair como na receita do bolo. Que às vezes o forno interage com a temperatura ambiente, o que pode deixá-lo um pouco solado e passar do ponto. 

De fato, aos 46 anos e com 3 filhos, uma das coisas que aprendi aos trancos e barrancos é que eu vou errar com eles. Sim. E é inevitável. O que não quer dizer que os erros sejam conscientes. Tento acertar, mas, convenhamos, criar filhos é uma ciência complicada.

Ora peso a mão, ora alivio demais. Esse eterno limite tênue entre liberdade e cobrança, entre apoio e exigência, interferência e abstenção, tem sido uma ginástica cotidiana. De fato, o que tenho tentado prestar mais atenção é na qualidade de nossa convivência, procurando fazer dos pequenos conflitos cotidianos um momento de crescimento e fortalecimento de nossas relações.

É fácil? Não. Mas quem disse que seria?