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Veja as reações mais comuns dos filhos que têm trauma com o divórcio dos pais

02 de Março de 2017 | Comportamento

Por Cristina Moreno de Castro

Foto: PixabayO divórcio dos pais deve ser uma preocupação para o pediatra das crianças? Na opinião da Academia America­na de Pediatria (AAP), sim. Tanto que o assunto se tornou alvo de um documento divulgado no final de 2016 pela entidade, com orientações para os médicos.

"Muitas crian­ças demonstram mudanças de comportamento no pri­meiro ano da separação de seus pais. Embora a maioria dos problemas de adaptação se resolvam em dois ou três anos depois da separação, a sensação de perda da crian­ça pode durar por anos", diz o relatório.

Segundo a academia, tanto as crianças quanto os pais podem experimentar trauma emocional antes, durante e depois da separação do casal. Os pediatras devem ficar atentos às mudanças de comportamento nos pequenos pacientes e indicar eventuais intervenções que se fizerem necessárias, como busca por aconselhamento psicológico. 

O informativo da AAP também lista as reações mais comuns em bebês, crianças em geral, pré-escolares, crianças em idade escolar, adolescentes e nos próprios pais:

Bebês

Embora os bebês não possam compreender a separação, eles reagem às mudanças da rotina e dos cuidadores e à ruptura na ligação com o pai ou a mãe. Eles podem ficar mais agitados, irritáveis ??ou apáticos e ter distúrbios de sono e alimentação. Com aproximadamente 6 meses de idade, a ansiedade da separação pode aumentar.

Crianças pequenas

As crianças pequenas podem ficar relutantes em se separar dos pais, mesmo em ambientes familiares, como na casa de um avô. A regressão do desenvolvimento, incluindo das competências linguísticas, não é incomum. Distúrbios do sono e alimentares também são comuns.

Crianças em idade pré-escolar

Nesta idade, as crianças não compreendem a permanência da separação e pedirão repetidamente pelo pai ausente. Elas podem ficar exigentes e teimosas e podem ter problemas de sono e alimentação, bem como regressão em marcos de desenvolvimento. Elas muitas vezes testam os pais. Com a idade de 4 a 5 anos, podem culpar-se pela separação, começar a ter pesadelos e medo de serem abandonadas.

Crianças em idade escolar

Autoculpa não é incomum, assim como perguntar e fantasiar sobre o reencontro dos pais. Nesta idade, mudanças de humor e comportamento, tais como abstinência e raiva, são freqüentes, o desempenho escolar pode diminuir, e a criança pode se sentir abandonada pelo pai já não vive em casa.

Adolescentes

Mesmo nesta idade, os filhos ainda podem ter dificuldade em aceitar a situação e podem tentar assumir papéis adultos. E ainda acreditam que podem reunir os pais. Comportamento delinqüente agressivo, abstinência, abuso de substância inapropriada, comportamento sexual inadequado e mau desempenho escolar são respostas frequentes à mudança na estrutura familiar.

Os pais

Os pais também sofrem efeitos negativos de separação e divórcio. As mães tendem a se sentir mais estressadas e humilhadas que os pais, a usar álcool e a procurar serviços de saúde mental. Os problemas das mães podem persistir por períodos prolongados após o divórcio. No entanto, os pais muitas vezes se sentem alienados e podem tornar-se deprimidos e ansiosos. Os avós, também, podem sentir uma diminuição da qualidade do relacionamento com seus netos, especialmente em relação aos arranjos de custódia que favorecem seu ex-genro ou ex-nora.

 

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