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O cuidado continua: atenção à alimentação das crianças nas férias

11 de Janeiro de 2017 | Saúde - Notícias

Foto: PixabayDados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde apontam que uma em cada três crianças de cinco a nove anos está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os meninos, 16,6% são obesos, enquanto as meninas somam 11,8%. E o período de férias pode se tornar um vilão da boa alimentação dos pequenos, já que a rotina de horários acaba sendo mais livre e, às vezes, sem supervisão. 

Segundo o gastroenterologista Bruno Sander, especialista em tratamentos para a obesidade e endoscopista, as duas principais causas da obesidade infantil são a má alimentação e sedentarismo. “Com a facilidade de oferta de alimentos prontos, com baixo valor nutricional e elevada quantidade calórica, as nossas crianças têm tido acesso a uma alimentação cada vez menos saudável”.

A obesidade infantil pode ocasionar complicações em curto e em longo prazo, além de aumentar o risco de uma série de outras doenças, como:

•Colesterol alto
•Hipertensão
•Doença cardíaca precoce
•Diabetes tipo 2
•Distúrbios do sono
•Depressão
•Asmae outras doenças respiratórias
•Problemas de comportamento

Para avaliar se uma criança está obesa, o médico orienta que não se deve usar apenas como referência o Índice de Massa Corporal (IMC), mas também o gráfico de percentil, encontrado no cartão de vacina da criança. “Dessa forma, as crianças que estiverem com o peso superior à curva do gráfico deverão receber uma atenção maior”, disse.

A hora de buscar ajuda médico para o tratamento

Após detectar o aumento de peso, o especialista orienta que o primeiro passo é buscar ajuda médica. “O tratamento da obesidade é complexo e multidisciplinar. Não existe nenhum tratamento farmacológico que não envolva mudança de estilo de vida. Para as crianças e adolescentes que estão acima do peso ou com obesidade leve, sem risco de desenvolver outras doenças, pode ser recomendada apenas a manutenção do peso”.

Já para crianças com obesidade instalada e risco de desenvolver outras doenças, o médico garante que a perda de peso é fundamental. “O emagrecimento deve ser lento e constante, e os métodos são os mesmos adotados para adultos, ou seja, comer uma dieta saudável e praticar exercícios. Também é muito importante a mudança de hábitos e apoio de toda a família, para servir como exemplo e incentivar a criança ou adolescente nesse processo de mudança”, declarou Sander.