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Atrasos no desenvolvimento motor do bebê exige atenção dos pais

27 de Dezembro de 2019 | Notícias

Da redação

Cada bebê se desenvolve no seu próprio ritmo, mas acompanhar a sua evolução, mês a mês, pode ajudar a identificar problemas de ordem motora em estágios iniciais, facilitando e agilizando o seu tratamento. É o caso da atrofia muscular espinhal (AME), doença neuromuscular que tem relação íntima com o desenvolvimento e está diretamente ligada aos marcos motores. Ela se caracteriza por fraqueza progressiva, podendo comprometer funções como respirar, comer e andar. "É importante estar atento aos sinais, se a criança está cumprindo todas as etapas dos marcos motores no período esperado. Se não estiver, a recomendação é procurar por um especialista, como o neuropediatra, que poderá fazer a investigação adequada. Em caso de AME, a identificação precoce permite intervenção mais eficiente, que pode alterar o curso natural da doença e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente", explica a Doutora Adriana Banzzatto, neuropediatra do Hospital Pequeno Príncipe, no Paraná.

 A seguir, conheça as principais conquistas de um bebê mês a mês e alguns sinais que podem identificar a atrofia muscular espinhal.

Marcos motores nos primeiros anos de vida

Do 0 aos 6 meses, a criança é capaz de:

- sustentar a cabeça;
- se impulsionar para cima quando está de bruços;
- pressionar as pernas para baixo quando os pés estão sobre uma superfície rígida;
- segurar um brinquedo e balançá-lo em movimentos suspensos.

Dos sete aos 18 meses de idade:

- ficar em pé sozinha ou apoiando-se em algo
- sentar-se sem apoio,
- engatinhar
- dar impulso para ficar de pé
- andar se apoiando nos móveis e até dar alguns passos sem apoio

Sinais que podem indicar atrofia muscular espinhal

Em bebês de 0 a 6 meses:

- Não ter controle da cabeça;
- Sentar somente com apoio;
- Fazer a postura de 'rã' ao ser colocada deitada com a barriga para cima;
- Ter dificuldade para segurar as coisas, devido ao tônus muscular diminuído.

 
Dos sete aos 18 meses de idade:

- Sentar de forma independente, mas não andar;
- Mostrar fraqueza muscular dificultando as tentativas de ficar em pé;
- Apresentar problemas na coluna, como escoliose (curvatura anormal da coluna vertebral), e de deglutição, tosse ou respiração.

 Após os 18 meses

- Embora consiga andar, a criança vai perdendo essa habilidade;
- Os membros inferiores mostram desenvolvimento motor geralmente menor que os superiores
- Dificuldade de deglutição
- Atrofia muscular, que impede a movimentação.

Doença é dividida em cinco tipos

A atrofia muscular espinhal afeta o funcionamento dos músculos, as estruturas que conectam os nervos aos músculos e os nervos periféricos. Trata-se de uma doença rara, que atinge entre 7 a 10 bebês em cada 100 mil nascidos vivos, sendo a maior causa genética de morte de bebês e crianças de até dois anos de idade. No Brasil, ainda não há um estudo epidemiológico que indique o número exato de indivíduos afetados pela doença. Ela é classificada clinicamente em tipos que vão do tipo 0 ao 4, definidos pela idade de aparecimento dos sintomas e pelas habilidades motoras alcançadas.

Acesse o Guia de Discussão sobre Atrofia Muscular Espinhal (AME) no Brasil