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10 orientações sobre uso de smartphones por crianças com TDAH e TEA

10 de Outubro de 2017 | Comportamento - Saúde - Notícias

Da Redação

tablet_annie-spratt-282807.jpg (357 KB)A Academia Americana de Pediatria (AAP) divulgou nesta terça-feira (10) dez orientações que os pediatras devem dar aos pais que têm crianças disgnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e TEA (Transtorno do Espectro Autista) sobre o uso de smartphones, tablets e televisão.

Segundo o artigo, assinado pelo médico Jenny Radesky, conselheiro da AAP, "vários estudos já demonstraram que crianças com TDAH e autismo desenvolvem hábitos mais excessivos de uso de mídias na primeira infância e nos anos escolares do que crianças sem essas diferenças de desenvolvimento neurológico."

O médico cita casos de crianças agitadas que são "acalmadas" pelos pais com um tablet e crianças que substituem o exercício físico, o sono e a lição de casa por videogame.

No caso dos pequenos com TDAH e TEA, essas mídias podem piorar ou melhorar alguns sintomas. Por exemplo, o uso excessivo pode atrapalhar importantes oportunidades de interação social. Para crianças com TEA, principalmente, o uso de mídia digital pode se tornar um interesse restrito ou comportamento repetitivo que pode ser difícil de a criança conseguir se afastar.

"No entanto, os dispositivos digitais podem servir como ferramentas importantes quando utilizados como forma de comunicação, programação visual, plataforma para criação de histórias sociais ou reforço comportamental imediato. Além disso, muitas crianças com TDAH ou TEA têm uma deficiência de aprendizagem comórbida na qual o teclado ou audiolivros são extremamente úteis."

O médico da AAP conclui que o princípio orientador para o uso de mídia por crianças com TDAH e TEA deve ser usá-la como uma ferramenta para desenvolver habilidades, sem que se torne uma obsessão ou um "buraco de coelho" na qual as crianças se perdem.

 

Estas são as orientações que ele lista para os pais:

1- Evite a violência. Algumas crianças com esses transtornos procuram estimulação sensorial e excitação emocional de violência vividamente dramática, mas muitas vezes não possuem a maturidade emocional para entender o que estão vendo e as implicações interpessoais ou sociais. Se a violência surgir num game ou tevê, ajude a criança a entendê-la.

2- Crianças com TDAH ou TEA têm dificuldades com pensamento flexível. Tente conseguir que elas sejam mais flexíveis sobre o uso de mídia, assistindo a um novo show com você, ou se revezem para jogar um aplicativo ou jogo favorito.

3- Use temporizadores visuais para impor limites de tempo. A maioria das crianças com TDAH ou TEA responde melhor às instruções visuais em vez de lembretes verbais.

4- Em vez de usar a mídia como uma ferramenta calmante quando as coisas são estressantes na casa, faça um plano para usá-la como um reforçador comportamental intencional. Uma abordagem é permitir um certo número de minutos por dia (por exemplo, 30 minutos) de tempo de tecnologia, mas adicione 10-30 minutos quando a criança mostra comportamentos positivos em que você está trabalhando.

5- Se você não gosta da maneira como seu filho age depois de assistir a um show (por exemplo, torna-se mais ativo, agressivo ou auto-estimulante), elimine esse show.

6- Para crianças com TEA que citam discursos de programas de mídia, tente vídeos não verbais (por exemplo, George, o Curioso).

7- Quando uma criança ama um personagem de mídia em um grau repetitivo, tente alavancá-la para aprender objetivos. Por exemplo, ensine-a a contar, aprender cores ou reconhecer emoções através dos vídeos e livros daquele personagem; assista a um desenho com a criança e finja que você é o personagem.

8- Esteja ciente de que, mesmo que uma criança pareça "focada" em um dispositivo móvel, as características gamificadas (efeitos visuais e sonoros, recompensas) estão atraindo a atenção da criança; o cérebro da criança na verdade não precisa fazer o trabalho para sustentar a atenção. Em vez disso, envolva a criança em várias etapas, atividades práticas ou jogadas não estruturadas para desafiar seu cérebro para manter o foco e completar uma tarefa.

9- Mostre à criança que os dispositivos digitais não são apenas para transmissão de vídeos. Instale aplicativos criativos, como animação stop-motion ou aplicativos de codificação simples. Considere aplicações de biofeedback ou relaxamento para ajudar as crianças a aprender habilidades de auto-regulação.

10- Crianças com déficit de habilidades sociais podem gravitar em jogos de vídeo on-line multiplayer, já que esse tipo de interação social é mais confortável para elas. Isso deve ser desencorajado devido a preocupações de segurança e privacidade.