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Inteligência emocional na criação dos filhos: o princípio 10/90

15 de Janeiro de 2018 | Artigos

Por Luiz Marcos Kind

Os acontecimentos e as situações que ocorrem na nossa vida representam 10% da experiência, mas a forma como reagimos a eles representa 90%. “Meu filho faz pirraça”: 10%. “Meu filho me desobedece”, “minha filha não quer almoçar”, “meu filho derramou o suco no uniforme na hora de sair para a escola”, “minha filha está fazendo xixi na cama e já tem quase 10 anos”, “as notas dos meus filhos na escola estão abaixo da média”, “meu filho está escutando umas músicas estranhas”, “minha filha de 12 anos está falando em namoradinho”, “meu filho não dorme à noite”, dentre outras inúmeras situações, são apenas 10%.

Como vou reagir a tudo isso representa 90%. Vou colocar de castigo imediatamente ou vou dialogar? Vou gritar ou vou conversar de forma serena? Vou bater ou vou entender? Vou ficar nervoso ou vou manter a calma? Vou rotular ou vou compreender? Vou julgar a criança ou vou julgar sua atitude e corrigir sem condenar? Vou ridicularizar ou vou respeitar? Vou humilhar a criança ou vou orientar de forma educativa? Vou comunicar raiva e fúria ou vou comunicar amor, independentemente da situação? A escolha é nossa. A decisão reflete qual realidade queremos criar no relacionamento com os nossos filhos e determina nossas ações.

Saber reagir de maneira equilibrada
diante de situações imprevistas e
aparentemente desagradáveis é agir
com inteligência emocional.

Saber reagir de maneira equilibrada diante de situações imprevistas e aparentemente desagradáveis é agir com inteligência emocional, uma habilidade muito difundida no meio empresarial e muito negligenciada na criação dos filhos. Segundo o psicólogo Daniel Goleman, ter inteligência emocional é saber identificar, entender, controlar e modificar as próprias emoções, conseguir gerir o próprio estado emocional. Muitos pais não controlam suas emoções com os filhos e perdem a paciência com grande facilidade, gritam, agridem física e verbalmente, justamente por não terem esse autocontrole e autoconhecimento sobre o próprio estado emocional e o do seu filho.

Inteligência emocional na criação dos filhos é como o conselho da aeromoça nos aviões sobre a máscara de oxigênio para quem viaja com crianças: “Primeiro, coloque a máscara em você e, depois, na criança”. Com inteligência emocional também deveria ser assim: primeiro os pais precisam desenvolver em si, depois nos filhos. Mas, infelizmente, vemos pais e mães massacrando a autoestima dos filhos, reprimindo seus sentimentos, ensinando que certas emoções são erradas, quando, na verdade, errada é apenas a forma de manifestar aquela emoção.

Quer ter filhos emocionalmente saudáveis e fortes? Aprenda a desenvolver em você a inteligência emocional e construa um relacionamento extraordinário com seus filhos.

 

Luiz Marcos Kind é master coach formado pela FEBRACIS (Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico) e desenvolve um trabalho de coaching direcionado para pais e mães. Dono do Instagram @papai_coach.
 
 
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