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A maternidade após o câncer de mama: soluções da medicina

01 de Dezembro de 2017 | Artigos

Por Cláudia Navarro

O diagnóstico de câncer de mama é uma notícia que pode pegar de surpresa mulheres abaixo dos 40 anos, embora essa faixa etária não seja a mais acometida pela doença. Além do impacto pela identificação do tumor, a paciente sente temor não somente pela vida, mas por como aproveitá-la. E ainda questiona: será que serei mãe depois de tudo isso?

A resposta está na medicina, que trabalha pelas pessoas, por suas esperanças, sonhos e desejos. Além de as chances de cura serem cada vez mais altas no caso do câncer de mama, na medicina a mulher encontra também respostas para o sonho de se tornar mãe após um tratamento bem-sucedido contra o tumor maligno: congelamento de óvulos e fertilização.

O congelamento de óvulos (criopreservação) é uma alternativa que deve ser ofertada à mulher antes do tratamento contra o câncer. As terapias que envolvem o combate ao tumor maligno, principalmente a quimioterapia, podem impactar a fertilidade, de forma que uma concepção natural seja dificultada posteriormente.

Então, para fazer o congelamento, os óvulos são coletados após uma indução da ovulação. Isso é feito com medicamentos seguros, que não vão piorar a doença. E, na maioria das vezes, o atraso no início da quimioterapia, tempo necessário para o congelamento, não vai trazer prejuízos ao tratamento.

Vale ressaltar que a mulher que opta pelo congelamento não precisa ser casada ou ter um parceiro. A decisão de uma gravidez fica a cargo dela, após o tratamento contra o câncer, podendo contar com um doador anônimo, por exemplo.

O gameta feminino ficará, assim, armazenado para quando a mulher estiver em plenas condições de saúde para passar pelo processo de fertilização in vitro – ou seja, em laboratório.

Essas são algumas das respostas da medicina para o sonho da maternidade após a turbulência do câncer de mama. Quando a medicina apresenta esse tipo de alternativa, de cuidado, de zelo com a mulher que ainda deseja gerar um filho, vem também uma visão, uma esperança pelo término do tratamento bem-sucedido, com uma nova vida de saúde, ao lado da família e de quem estará no ventre, para chegar.

 

Cláudia Navarro é graduada em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre e doutora em medicina (obstetrícia e ginecologia) também pela UFMG. É diretora clínica da Life Search e membro do corpo clínico do Laboratório de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da UFMG.

 

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