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A família e a responsabilidade social

08 de Janeiro de 2018 | Notícias - Artigos - Educação

Por Sonia Maria Braga

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Foto:Pixabay

 

"Diante dos problemas sociais de nossa época (...), os melhores dentre nós gostaríamos de usar nossa inteligência na batalha atual: tornarmo-nos suficientemente civilizados para encontrar outras soluções em lugar da guerra. De outra forma, para que o homem seria dotado de inteligência?"

A CITAÇÃO ACIMA do livro A Educação e a Paz, da educadora Maria Montessori, alerta para a responsabilidade social de cada um. Desde que surgimos sobre a Terra, nós, seres humanos, usufruímos de sua bondade, de sua beleza, mas, infelizmente, não retribuímos.

Ensinar a compreender, a perdoar, a se defender sem agredir são os primeiros passos para o caminho da Paz

Vivemos as consequências dos atos menos responsáveis que a humanidade praticou: maltratou e espoliou a flora e a fauna, gerou desperdícios e sofrimentos com
a ganância. Mas, afinal, onde começar o aprendizado da responsabilidade social, da prevenção das lutas entre os homens e entre o homem e a natureza externa a ele?
Como evitar as diferentes formas de “guerra”?

Uma educação que cultue a paz na convivência familiar, em que haja diálogo, muita participação e proximidade é o ponto de partida para que a paz germine no coração das crianças. Importante ter em mente que os pais são a primeira referência dos filhos. E essa influência deve ser a melhor possível, com respeito, espírito de colaboração, tranquilidade, aceitação de diferenças e carinho pelo meio ambiente doméstico e pela natureza, à qual o homem esquece que pertence.
Ensinar a compreender, a perdoar, a defender-se sem agredir são os primeiros passos para o caminho da Paz.

Mostrar a diferença entre o bem e o mal é tarefa indispensável: a criança que desde cedo percebe a diferença entre as atitudes negativas e as positivas tem enorme
chance de tornar-se uma pessoa ética.

É preciso reduzir o egoísmo desde a infância. Menos brinquedos, fantasias, vida virtual. Mais vida real, saber e ensinar a desprender-se, aprender a selecionar entre o necessário e o supérfluo. Libertar-se da força da propaganda que alardeia padrões e necessidades irreais.

Vivemos a hora da urgência de grandes mudanças sociais. Porém, só com a contribuição das famílias, ao educarem seus filhos para o mundo real, e não para um mundo idealizado, de príncipes e princesas, retomaremos a jornada que levará à Paz. A cultura de Paz é tarefa que requer esforço contínuo e senso de responsabilidade coletiva.

Como afirmou Gandhi, “Não há caminho para a Paz, a Paz é o caminho”. E é esse caminho que necessita ser trilhado pela família. Homens melhores só surgirão a partir de pais mais voltados aos valores morais reais e eternos ensinados a seus filhos, em benefício da obra coletiva de implantação da PAZ.

 

Sonia Maria Braga é psicopedagoga, fundadora e diretora pedagógica de Meimei Escola Montessoriana, diretora pedagógica do Centro de Treinamento Montessori Rio de Janeiro e presidente da Organização Montessori do Brasil.

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