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Afeto, carinho e contato físico são fundamentais para nosso desenvolvimento

20 de Fevereiro de 2018 | Conexão Familiar
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Foto: Julie Johnson

Nessa última década, foi muito comentada e também pesquisada a importância do afeto para a promoção de um desenvolvimento físico e emocional para os bebês e as crianças. Diversos estudos avaliaram a teoria de que as crianças precisam de contato físico, ou seja, do carinho para crescerem e se desenvolverem de forma saudável.

É comum subestimarmos a importância da interação física com as pessoas que amamos. Parece que o contato físico não é necessário, o que faz com que no dia a dia nossa conexão com os outros se reduza a palavras e ao contato visual.

Tocar outra pessoa nos permite transmitir mensagens importantes que, por muitas vezes, as palavras ou as ações por si mesmas não conseguem.

O toque é um sentido primitivo. Desde o nascimento, o bebê que é estimulado pelo toque, por mais leve que seja, apresenta melhor controle emocional (claro que o esperado para a sua idade cronológica). Experimente acariciar levemente um bebê ou uma criança em um momento desafiador, como a birra ou episódios de dor: os efeitos são notáveis e diversas vezes eficazes quando o objetivo é acalmar e acolher o outro.

Diversos estudos demonstraram que a necessidade de contato pele a pele e o calor podem melhorar o aumento do peso nos bebês prematuros e o toque pode transmitir diversas emoções complexas, como a empatia e o agradecimento.

E quem pensa que o contato físico é importante somente na infância, pode começar a mudar de opinião... Ser tocado com afeto pode contribuir para o desenvolvimento de um sistema imunológico mais forte em todas as faixas etárias.

O afeto físico é fundamental para o desenvolvimento de um comportamento social favorável do indivíduo. O comportamento social favorável é uma ação voluntária que beneficia a outra pessoa. Desde um ponto de vista evolutivo, ao participar de atos de confiança e cooperação os grupos sociais sobrevivem e se fortalecem.  

Mostrar afeto físico para os filhos é algo que geralmente costuma ser natural, especialmente quando as crianças são pequenas. A natureza indefesa das crianças faz com que pais e familiares tenham o desejo de protegê-los, de abraçá-los, de acolherem.

Alguns movimentos simples, como pegar nas mãos, fazer um cafuné, abraçar, beijar ou outro contato físico acolhedor não “estragará” as crianças, mas sim o contrário. Essa troca de carinho beneficia ambas as partes e fortalece a relação e conexão entre elas.

E esse é o desafio para as próximas semanas – principalmente para quem já tem os filhos um pouco crescidos e cheios de vontades próprias.

Quando estiver próximo ao seu filho, experimente acolher com afeto: um carinho na bochecha, um beijinho nas mãos, uma massagem nos ombros... Procure usar as atividades rotineiras para promover esse momento de afeto, como pentear os cabelos, calçar os sapatos e realizar uma breve massagem aos pés, ou até mesmo usar a hora de dormir para promover esse momento acolhedor.

Pode ser que algumas crianças pareçam recusá-lo, mas com certeza o apreciam. Talvez o necessitem de outra forma, menos infantil ou menos exaltado, talvez em particular e não na frente de todos. Para saber, devemos começar, não é?

Com o corre-corre é fácil esquecer a importância e a necessidade desses gestos, mas as crianças seguem precisando desse contato – e nós também. Então, que tal promover esse afeto com você mesmo(a)? Que tal tentar se auto-abraçar agora? Vamos lá! Merecemos sentir esse afeto e esse bem-estar acolhedor!  

 

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