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Você sabe de onde vem o salmão que chega até as nossas mesas?

20 de Abril de 2018 | Alimentação Infantil
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Foto: Pixabay

O salmão caiu no gosto dos brasileiros e, seja cru, assado ou grelhado, é sucesso em todas as mesas. Mas você sabe de onde vem o peixe que consumimos e qual é o caminho que ele percorre para chegar até aqui?

O Chile é o segundo maior produtor de salmão, atrás apenas da Noruega.  Lá são produzidas cerca de 800mil toneladas por ano do peixe.

O salmão é naturalmente um peixe de águas frias, de locais como Noruega, Canadá e Alasca. Passa parte da vida em águas doces e ao atingir a fase adulta migra para águas salgadas.

No Chile, não existe salmão nativo, mas são criadas duas espécies: o Salmão do Atlântico e o Salmão do Pacífico. Existe também a truta que é parente dos salmões e muito cultivada aqui no Brasil.

O processo de produção da carne de salmão é feita de forma rigorosa para assegurar a qualidade do alimento. Na entrada da indústria, os carros passam por solução sanitizante e os visitantes e empregados se vestem com roupas próprias para entrar na sala de produção.

As ovas são mantidas em uma sala escuras e reservadas até virarem alevinos, pois é assim que as fêmeas em ambiente natural, as ovas são colocadas embaixo de pedras e em ambiente escuro. Essa fase é feira na água doce. As ovas que não vingam são retiradas para garantir a sobrevivência das outras.
Na fase seguinte, os alevinos vão para tanques em que a água é trocada de hora em hora.

A partir deste ponto começam a ser alimentados por ração e começam também as polêmicas em cima dos pigmentos e farináceos usados em sua produção.  

A cor do salmão silvestre é alaranjada por que ele come crustáceos na natureza. No cultivo, a ração recebe um pigmento chamado Astaxantina. A Astaxantina é um antioxidante poderoso e eficaz encontrado na natureza. Pode ser extraída de forma natural de alimentos como crustáceos, tomates e cenouras, ou produzidos de forma sintética a partir de componentes do petróleo.  Apesar de esta informação assustar, a indústria garante ser seguro para consumo humano.

A ração recebe farinha e óleo de peixes silvestres e esta é a causa para entidades alarmarem sobre os impactos do uso de recursos naturais para a produção de salmão. Quem produz, afirma que antigamente o uso de peixes e resíduos de peixes inteiros era comum, mas hoje somente 15 a 20% das rações são feitas com recursos naturais.

Voltando à produção do peixe, os alevinos atingem então cerca de 100g e são levados para a água salgada. As áreas de cultivo são concessões do governo chileno e ficam em mar fechado com águas tranquilas.

Os tanques são monitorados profissionais que controlam a quantidade de alimentos a serem oferecidos pelo movimento do cardume. Cerca de 28.000 peixes, durante 17 meses, ficam dentro das chamadas balsas-jaula que medem em média 25mx25x20 de profundidade. Para controlar as condições da rede e a temperatura, um mergulhador entra todos os dias no tanque. Para controle da mortalidade, antibióticos são colocados na ração.

Ao fim de cada série de cultivo, a área passa por um período de descanso de três meses obrigatório por lei. Os peixes são levados a tanques em que ficam por no máximo cinco dias para processamento.

Ao serem processados são observados (atenção para as dicas quando for comprar):

- Se há corte ou ferida
- Se o interior está limpo e as nadadeiras íntegras
- A pele deve ter dorso escuro azul ou verde e a barriga prateada
- Os olhos devem estar pra fora para indicar peixe fresco
 
Diferença entre salmão do Alasca e do Chile:

- A coloração do salmão do Alasca tem um alaranjado mais intenso que o criado em cativeiro
- A camada de gordura do salmão do Alasca é menor que a do salmão chileno
- O salmão do Alasca tem menos gordura e é mais proteico que o Chileno

Para finalizar, aprenda a fazer um molho delicioso que vai tornar seu salmão ainda mais especial:

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Foto: Pixabay

Molho mediterrâneo

Ingredientes:
200 ml de azeite extra virgem
200g de tomate cereja
200g de azeitona preta cortada em sentido do comprimento (corte Juliene)
200g de champignons laminados
100g de alcaparras (pré-lavadas para retirar o excesso de sal)
Folhas frescas de manjericão

Modo de preparo:
Em frigideira grande coloque um pouco de azeite e adicione a azeitona, o champignon, os tomates e a alcaparra até começarem a soltar aroma e cor. Adicione o restante do azeite no final da preparação apenas para aquecer levemente. Não deixe ferver para não oxidar e perder suas propriedades benéficas.
Você pode armazenar para usar em bruschettas ou servir sobre as postas do peixe prontas para consumo. Finalize com folhas de manjericão fresco.

Espero que gostem! Até mais!

Fonte: BBC Brasil/ Globo Rural/Unicamp

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