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Saiba como evitar os temidos calotes de bufês em festas previamente contratadas

20 de Março de 2017 | Blogs Antigos

Foto: ReproduçãoVocê planeja a sua festa, contrata um bufê, faz a lista de convidados e envia os convites. Acerta tudo com a empresa responsável pelo evento – incluindo o pagamento, ou parte dele – e, claro, faz planos para o grande dia. Nada disso inclui a possibilidade de o bufê dar o cano e desaparecer com o seu dinheiro, ou mesmo de a empresa decretar falência antes de realizar a sua festa. É inesperado, mas acontece e, em tempos de crise financeira, está cada vez mais comum. Por isso, antes de fechar o contrato com um bufê, é importante tomar alguns cuidados para se resguardar.

Para evitar esse tipo de situação, vamos entender, primeiro, porque bufês infantis e salões de festas vão à falência e fecham as portas deixando seus clientes na mão. É lógico que não podemos isentar a responsabilidade e a falta de integridade dos empresários que cometem essas falhas, mas tem outro aspecto que torna a questão ainda mais complicada do que parece. O setor de festas é um dos poucos da economia que trabalha com fluxo de caixa positivo, ou seja, que recebe os pagamentos de seus clientes muito antes de efetivamente prestar o serviço. Isso pode parecer bom, mas é perigoso, porque leva à falsa impressão de que a empresa está ganhando muito dinheiro e gerando lucro, quando, na verdade, ela está apenas antecipando o pagamento de um serviço que também gerará gastos para ser prestado. Por isso, o cenário pode ser ilusório e, se não houver um planejamento de receita e gasto em longo prazo, a empresa pode estar, na verdade, tendo prejuízo. Quando o empresário se dá conta do problema, o recurso que ele tem para conseguir levantar caixa de novo é fechar mais festas. Como está em uma situação de desespero, é provável que ele feche a todo custo, a qualquer preço, e, assim, a  sua situação fica cada vez pior, se endividando mais e criando uma bola de neve.

Isso é bem comum no mercado de festas infantis, que, de modo geral, ainda é muito amador. Neste ramo, grande parte das empresas não conta com uma apuração de resultados por regime de caixa, não fazem um controle periódico dos recursos e dos fluxos e, por isso, correm mais risco de ter uma visão distorcida de sua situação econômica. Não conseguem ver o que é fluxo de caixa e o que é lucro efetivamente. Vou dar um exemplo para ficar mais claro: o fluxo de caixa das empresas de festas infantis geralmente é mais alto no começo do ano, em janeiro, fevereiro e março, que é a época que mais você fecha-se contratos para festas e, consequentemente, quando mais entra dinheiro. Em paralelo, esse é o período em que menos realiza-se eventos, porque coincide com as férias e com o carnaval. Então, nesses meses as empresas estão em uma situação superavitária. Já o período do final do ano, é quando você tem menos fechamento de contratos e mais demanda e, por isso, mais desembolso com as festas. Na prática, isso significa mais gastos e menos recebimento. Se a empresa não se planejou financeiramente para isso, ela é surpreendida, podendo chegar à falência dependendo do déficit.

O meu conselho para o cliente que não quer se ver envolvido nesse tipo de situação, é procurar empresas que tenham solidez no mercado, que existam há mais tempo e que tenham uma estrutura de back office bacana, com contadores e equipe de finanças por trás da operação. Além disso, o ideal é dar preferência às empresas que tenham imóvel próprio, porque isso as torna muito menos alavancadas que aquelas que alugam imóveis, já que esse costuma ser um dos maiores gastos do bufê.

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