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Reserva para emergências

11 de Dezembro de 2018 | Meu Dinheirinho
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Foto: Pixabay

 

Por Carlos Eduardo Costa

Um casal decide ter um filho e já começam as preocupações financeiras. Afinal de contas, novos gastos irão se incorporar ao orçamento familiar e será preciso adequar o planejamento do mesmo. Muitas despesas poderão previamente ser levantadas, mas várias outras passam longe de qualquer possibilidade de cálculo.

Os gastos previamente determinados, podem ser ajustados às possibilidades financeiras do casal. O valor que vai ser dispendido no enxoval ou na decoração do quartinho do bebê, por exemplo, deve estar ligado à capacidade financeira dos pais. Será um erro ir além disso. Comprometer parte da renda futura não é uma boa saída. Até porque o futuro já estará comprometido com novas despesas, que, com o nascimento do filho, passarão a fazer parte dos gastos mensais.Entre eles, gastos com a saúde, com a higiene e com alimentação. E não dá para definir, a priori, um valor para cada uma deles. Cada caso será um caso. Como as despesas podem variar, o orçamento familiar terá de ter uma flexibilidade maior. Não pode estar todo comprometido com contas fixas. Se esse for o caso, qualquer aumento nos gastos do bebê pode levar a um desequilíbrio financeiro, que é uma porta aberta para o endividamento.

Quando o João Pedro nasceu, pela experiência que havíamos tido com a Maria Eduarda anos antes, fiz uma estimativa de qual seria o gasto mensal com fraldas, remédios e alimentação. Assim, como a Duda, o João Pedro também precisou de complementação alimentar desde o início. O problema foi que ele não se adaptava aos produtos mais tradicionais. Tinha dificuldades com a digestão, o que atrapalhava o sono. Não conseguia dormir direito. Por recomendação da pediatra, fomos testando vários produtos do mercado. Até que ele conseguiu se adaptar a um. Só que o preço era alto. Por ser um produto com características especiais e com muita tecnologia de pesquisa, seu valor era muito superior aos leites tradicionais. E o João Pedro gastava mais de uma lata por semana. Com isso, o gasto com alimentação dele triplicou. E nada podia ser feito. Claro que não se podia diminuir o consumo, pois tinha de ser atendida sua necessidade. E não dava para buscar uma opção mais barata. Tivemos que ajustar o nosso orçamento familiar.

E as surpresas não são só na área da saúde. Neste ano, a Duda de um dia para outro perdeu uma boa parte das suas roupas. Parece que o botão do crescimento foi apertado na velocidade máxima. Tivemos então de fazer uma compra maior de roupas para ela. Para não comprometer o nosso orçamento daquele mês ou dos meses seguintes, acabamos por recorrer a outro hábito financeiro muito saudável. A reserva de emergência. É um valor que fica aplicado visando exatamente ajudar em situações que não poderiam ser planejadas. É claro que os gastos com vestuário devem fazer parte do orçamento familiar. Mas será sempre na ideia de complementar algo necessário, que precisa ser substituído. No caso da Duda era quase tudo que precisava ser substituído.

E nos meses seguintes, tivemos de apertar um pouco o nosso orçamento. O objetivo foi recompor a nossa reserva de emergência E garantir a tranquilidade para o futuro. Pois quem tem filho sabe que as surpresas sempre aparecem!

 

 

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