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Quando a 'enrolation' da infância se estende para a vida adulta e profissional

21 de Março de 2018 | Mãe Profissional

 

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Foto: Pixabay


Por Adriana Goulart


– Maria, vamos tomar banho?

– Mas, mãe, já está de noite?

– Já, filha. Está quase na hora de dormir.

Aqui em casa, banho significa hora de dormir. Então, imagina a “enrolation” da menininha. No caminho do quarto para o banheiro são apenas três passos. Este trajeto costuma demorar entre 20 e 30 minutos. São tantos porquês, tantas coisas para fazer antes do banho, tantas negociações, que muitas vezes o grito faz valer a ordem.

Isso acontece com vocês? Só em casa ou parece que no trabalho encontra situações como esta também?

Frequentemente, consigo perceber no meu dia-a-dia na empresa as famosas “enrolations”. Fica nítido que a pessoa ou equipe não faz por mal, mas enrola por medo de fazer, de começar. A diretriz é clara, o prazo é claro, e mesmo assim não faz. Por quê? O que trava as pessoas para a ação?

No caso da Maria, a hora de dormir é uma incerteza. Ela não sabe o dia de amanhã. Ela vive o hoje puramente. Amanhã, ontem ou mês que vem, na cabecinha dela, passam em segundos. Quando tem festa de aniversário, no dia seguinte ela pergunta se vai demorar para chegar o próximo. Noção zero de tempo e espaço. Assim, até se justifica a enrolação para permanecer ali, no presente, o quanto der. Quanto mais melhor.

Mas nós, adultos, com noção de tempo, espaço e dinheiro, continuamos perpetuando este modelo mental da postergação. Entender o que nos trava, o que nos impede de agir é muito importante. Escorrem pelas mãos as oportunidades, escorrem as avaliações de desempenho, escorrem as promoções. E a vida passa.

Grita comigo: VAMOS AGORA!

 

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