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Pré-adolescência também é desafiadora: dicas para pais de crianças de 8 a 12 anos

15 de Março de 2018 | Mães Que Educam

Meu filho tem 10 anos e está numa fase que tudo é “pagar mico”. Não quer saber de ajudar em casa nem fazer as lições da escola. Além da preguiça, anda muito respondão.

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Por Cristina Cançado

Você já viveu uma situação parecida com seu filho ou conhece alguém que está passando por isso?

A fase que antecede a adolescência (entre 8 e 12 anos, mais ou menos) pode ser bem complicada para toda a família.

Muitas transformações físicas e emocionais estão acontecendo, e tudo isso pode alterar o comportamento da criança. Para a família também não é fácil lidar com as mudanças. Além de desafiarem os pais, eles também costumam resistir em cumprir regras e combinados.

É preciso que os pais tenham paciência, mas também tenham firmeza nos momentos de colocar limites. Quando colocamos um limite, falamos um "não" para o filho, temos que sustentar e não voltar atrás.

Algumas dicas podem ajudar nesse momento:

1- Nessa idade, a criança precisa de atenção, principalmente dos pais. Então, tenha boas conversas com seu filho, "olho no olho". Procure saber sobre seus sentimentos, sem minimizá-los, pois na pré-adolescência tudo parece ser real.

2- Dê uma olhada na rotina. Quando as atividades diárias costumam seguir o mesmo horário e a mesma sequência, consequentemente as crianças se sentem mais seguras e mais tranquilas.

Por isso, converse com seu filho sobre as tarefas do dia a dia, por exemplo, a hora da lição de casa, a hora de ver TV, de brincar no celular, a hora do banho etc. Proponha mudanças, se você achar necessário e ouça as sugestões dele.

Retome a conversa sempre que for necessário e faça cobranças sobre o que ficou combinado. Lembre seu filho que ele participou dos combinados, deu sugestões e concordou. Isso faz com que a criança se sinta responsável.

Lembrando que:

1- As regras não têm negociação, por exemplo, tomar banho todo dia, almoçar e jantar, fazer a lição de casa e ir para a escola.

2- Os combinados têm negociação, por exemplo, o horário da lição de casa, a hora do banho e onde será o passeio no fim de semana.

3- Procure valorizar suas qualidades, isso ajuda a elevar a autoestima e autoconfiança dele. Elogiar, evidenciar suas qualidades, sem exageros, porque as crianças percebem quando estamos querendo agradar demais.

4- Ter atitudes positivas, mesmo diante dos erros, poderá fazê-lo se sentir mais autoconfiante. Você poderá dizer por exemplo: "eu sei que você está bravo, mas não é assim que se resolve essa situação".

5- É muito importante saber como está o comportamento dele na escola e qual a percepção das professoras. A parceria entre escola e família deixa as crianças mais seguras.

6- Uma boa ideia é convidá-lo para passear e ouvir as sugestões dele: ir ao cinema ou fazer um piquenique, por exemplo.

Entender essa fase é importante para ajudar a criança a vencer os desafios com mais tranquilidade.

Seu filho conta com você.

 

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