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Para educar os filhos, pais e mães devem falar a mesma língua

24 de Abril de 2018 | Meu Dinheirinho
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Foto: lifelink.com.br

 Por Carlos Eduardo Costa

João acaba de pedir algo para sua mãe. Após receber uma resposta negativa dela, vai logo dizendo:

- Pode deixar! Vou pedir para o meu pai.

E se a resposta do pai for positiva, um sinal amarelo pode se acender naquela casa. Com certeza, a mãe não ficará satisfeita em ter sua posição desrespeitada pelo pai. Mas com certeza, o maior problema foi a possível confusão na cabeça da criança. Pai e mãe falando línguas diferentes.

Para educar uma criança é preciso que seus pais falem a mesma língua. Quando se trata de educação financeira, isso é ainda mais importante. É fundamental que haja uma uniformidade nos valores que serão ensinados para os filhos. E o diálogo é a única maneira de se chegar até este ponto.

A falta de uma direção única pode trazer consequências negativas no processo de formação de uma criança. Por exemplo, imagine uma situação em que um dos pais pretende passar para os filhos a importância de se fazer boas escolhas com o nosso dinheiro. E que escolhas mal feitas podem trazer consequências negativas. Acaba assumindo uma posição mais dura quando o filho acaba antes do tempo com sua mesada. Mais dinheiro somente na próxima data combinada. Mas toda essa ação pode ir por terra, se o cônjuge ceder ao pedido do filho. A principal consequência será uma criança que crescerá achando que não há limites para os nossos gastos. A atitude do pai ou mãe “mão-aberta” tem um papel fundamental nisso. E na idade adulta, essa criança será uma forte candidata a viver dependurada no cheque especial ou no cartão de crédito.

E não basta somente pai e mãe falarem a mesma língua. Todas as pessoas que participam da educação de uma criança também precisam. Avôs, avós, tios, madrinha e padrinho podem ajudar bastante os pais. Mas infelizmente também podem atrapalhar muito.

Após uma palestra que tinha dado sobre educação financeira para filhos, onde abordo esta questão, fui procurado por uma avó. Ela disse que tinha entendido naquele momento a fúria da filha no dia anterior. Ela tinha levado o neto para o clube. Ele pediu um picolé. E ela deu R$ 50,00 para o neto comprar o picolé. E disse que ele podia ficar com o troco. Quando a filha soube, ficou uma fera. Pois a avó havia dado sem razão alguma um valor que representava quase um mês de mesada do neto. E a avó acreditava não ter feito nada demais. Só durante a palestra é que ela foi entender como sua ação podia atrapalhar a educação que a filha estava dando para o neto. E compreendeu a importância de falar a mesma língua da filha!