Consulte a Melhor Programação para o seu filho

Consulte a melhor programação para o seu filho

Ver todas as atrações


O melhor conselho é o que vem do seu coração

28 de Fevereiro de 2018 | Faz Sentido

Por Débora Zanelato

maxresdefault.jpg (162 KB)

Nasce uma mãe. E com ela nasce uma legião de palpites, julgamentos, opiniões do mundo. Das mais sensatas às mais descabidas. Se possa existir unanimidade em alguma coisa, acho que eu diria que toda grávida ou toda mãe já escutou o que não precisava ouvir. E, mais certo que a luz do sol, já foi julgada pelas suas escolhas. Outro dia li que a maternidade é um ato de resistência. E, uau! Acho que é exatamente isso. Para mim, é um resistir ao que o mundo diz para ser fiel ao que eu mesma tomo como bom.

A gestação tem sido uma oportunidade incrível de reencontro com o que eu acredito, com o que eu tenho segurança, e com o que eu tenho medo também. Fiquei pensando que no nosso desejo de ser a melhor mãe, talvez corremos o risco de dar ouvidos a todo mundo para não perder nada; qual parto, qual berço, cama compartilhada, cama não compartilhada, livre demanda... E tenho pensado que buscar informação e dividir opiniões com outras mães faz essa busca ser menos solitária mesmo. Mas e o que a família vai pensar, o que os colegas vão achar, as pessoas na rua, as outras mães....? E aí cheguei a um bom aprendizado para mim, e que pode ser bom para você também: as pessoas pensam (e falam) muito. Elas sempre terão a melhor dica para dar. Elas sabem de tudo. Elas têm razão. Mas talvez ninguém possa estar mais certo do que o seu próprio coração e sua própria intuição. Nem que dê errado depois. Meu ato de resistência tem sido ser fiel a mim. Ao que eu acredito ser melhor para a minha família. Deixe que diguem, que pensem, que falem. Percebi que poderia me custar muito caro seguir padrões em vez de tomar decisões que para mim fazem mais sentido.

Sabe, colocar uma nova expressão de vida no mundo também é ajudar a mudar um pouco o mundo, e a gente pode começar logo, rompendo com padrões antigos, com ideias que já não cabem mais. Com estereótipos de gênero (ainda existe “coisa de menino coisa de menina”??), com mitos sobre o parto, amamentação e sobre muitos dos cuidados com os pequenos. Tenho visto essa oportunidade como uma valiosa chance de transformar ideias, comportamentos, sentimentos.

E, se ouvir tanta gente pode ser enlouquecedor, o que resta é aprender, então, a ouvir a si. Não vai ser fácil. Às vezes seguir a multidão dê menos trabalho, traga mais aceitação, menos olhares reprovadoras no almoço de família. Mas acho que seguir nossa conexão mais profunda pode ser um caminho mais feliz, mais pleno. Ainda que a gente precise fazer muita cara de alface — e de vez em quando ser mais enfática com quem precisar, entre uma garfada e outra (da refeição, calma).

Se a maternidade for um ato de resistência, que possamos seguir então as vozes sinceras que fazem mais sentido pra gente. E elas estão bem aqui. Nem fora nem ao lado, mas dentro.

 

Facebook-01.png (83 KB) Instagram-01.png (104 KB)