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O dia em que nosso bebê adoece pela primeira vez

19 de Março de 2017 | Blog da Kika

Meu filhote chegou aos 15 meses de idade sem nunca ter tomado antibiótico. Sempre foi muito saudável, e isso sempre foi motivo de alívio para nós.

Mas, com a escolinha, chegou junto o primeiro resfriado, que, sei-lá-se-tem-a-ver, logo virou uma baita sinusite com tosse catarrenta por um mês seguido.

Como sou da turma que detesta tomar remédio, também fui adiando o momento de levar Luiz ao médico. Ele ficava bom durante o dia, e eu sempre me enchia de esperança de que ele já estava sarando sozinho, só com os próprios anticorpos e tal. Mas à noite voltava a tosse, até o dia em que tivemos mesmo que levá-lo à pediatra.

No meio disso tudo, ele teve que tomar as quatro vacinas próprias da idade. Quase sempre que Luiz toma vacinas, fica meio "chatinho" até o dia seguinte, sentindo dor no local da injeção e até com uma febre baixinha. Mas desta vez foi punk: ele estava com tanta dor que não conseguia nem mexer a perna, que dirá ficar de pé. Ao ser carregado, gemia de dor. Passou maus bocados na escolinha, não queria nem sair do carrinho. À noite, jantou e tomou banho com dificuldade, dormiu pesadamente, mas acordou com gemidinhos.

Deixei ele adormecer na cama comigo, fazendo cafuné. Normalmente, quando isso acontece, coloco ele no colo, apagadinho, e ele segue dormindo, numa boa, até o berço – e continua assim até o dia clarear. Mas nesse dia da vacina, só de encostar nas perninhas para colocá-lo no colo e levá-lo até o berço, ele já acordou berrando de dor.

Nesse caso não é que ele adoeceu, a vacina é importante, etc e tal, mas é muito sofrido ver nossos bebês sentindo tanta dor. Seja pela sinusite, que entope o nariz, dificulta a respiração, faz o crânio todo doer, seja pela vacina pauleira, que faz as pernas doerem tanto.

Eu só conseguia pensar: queria sentir a dor no lugar do Luiz, para que ele ficasse instantaneamente bem.

O pior é que, quando sou eu a doente, também não é nada bom para o Luiz. Uns dias antes dessa vacina, comi alguma coisa que não me fez bem e passei dois dias com enjoo, vômito, dor de barriga etc. Eu me sentia fraca, Luiz estava com o pique todo, e eu não conseguia ter energia para brincar com ele, mal tinha para fazer os cuidados básicos. Ele percebeu, é claro. "Dá beijo na mamãe!" "Chuak!" Logo fiquei boa de novo.

Não passei pela experiência de ter um filho realmente doente, com um quadro de saúde grave. Se só a sinusite e os efeitos da vacina já me cortaram o coração, imagino como eu ficaria se Luiz pegasse alguma doença mais pesada. "É por isso mesmo que tem que vacinar, Cris. Nada de tétano, sarampo, rubéola, caxumba, difteria, coqueluche, hepatite A...", respiro fundo. Quando a gente racionaliza, a coisa faz sentido.

"E tampouco adiantaria você sentir a dor no lugar do seu bebê. Quem cuida dele é você, e precisa estar inteira para isso", prossigo com meus botões.

Ah, se fosse só a razão a ter razão...!

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