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Musicoterapia, uma aliada nos tratamentos de dislexia e autismo

15 de Fevereiro de 2018 | Lição de Casa

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Por Ilkeline de Paula

A música está presente em todas as fases de nossa vida. Desde o nascimento, mamães e papais costumam cantar para acalentar seus bebês. Nesses momentos de intimidade e cumplicidade, laços afetivos são criados, construindo uma relação de confiança mútua que se estende por toda a vida.

Durante os primeiros meses de vida de nossos filhos, produzimos sons com a boca, com os dedos ou com chocalhos para chamarmos a atenção dos pequeninos, nos deliciando quando constatamos que os bebês nos ouvem e correspondem com um sorriso.

A música, a voz e a sonoridade dos instrumentos e dos objetos vão nos acompanhando durante todo nosso desenvolvimento. Nesse percurso, vamos criando associações e memórias que ficam registradas bem lá no fundinho de nosso ser. Estas memórias vão sendo acumuladas e nos acompanham vida afora – sempre que nos deparamos com algum evento ou circunstância, elas são acessadas e voltam a nos emocionar.

Além da memória emocional, a música promove o desenvolvimento de várias áreas cerebrais e cada vez mais vem sendo utilizada como recurso terapêutico para que avaliação e intervenção de habilidades cognitivas, emocionais e sociais de crianças com diagnóstico de dislexia e de Transtorno do Espectro Autista (TEA), por exemplo.

A musicoterapeuta Alexandra Monticeli, vice-presidente da Associação Mineira de Musicoterapeutas, ressalta os importantes avanços em pesquisas publicadas a partir dos resultados obtidos com intervenções feitas com esse público. Em seus atendimentos em instituições que promovem o desenvolvimento de crianças com TEA, a melhora no desempenho de habilidades como interação social, fala, comunicação, expressão de ideias, melhoramento das relações e da coordenação motora podem ser observados através da escala Individualized Music Therapy Assessment Profile (IMTAP), traduzida e validada no Brasil.

Alexandra relata com entusiasmo os resultados obtidos em crianças com diagnóstico de dislexia, que indicam melhora significativa nas habilidades de memória, atenção e na fala, o que contribui para que os sintomas dessa condição sejam atenuados. A musicoterapeuta esclarece que a intervenção nos casos de dislexia e TEA deve ser multidisciplinar, com a musicoterapia se somando a outras áreas de intervenção. Segundo Alessandra, o que se observa é que a partir da musicoterapia os pacientes tendem a “quebrar o gelo” e interagir mais.

Os avanços positivos nas habilidades das crianças e adolescentes atendidos também estão presentes nos relatos dos pais e cuidadores, o que contribuiu para a adesão e manutenção do tratamento. O feedback positivo da família, aliado às evidências científicas e à melhora na qualidade de vida dos atendidos, indicam que a musicoterapia é mais uma ferramenta extraordinária na promoção do desenvolvimento e da qualidade de vida.

 

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