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Musicoterapia também pode ser aliada no contexto hospitalar

08 de Março de 2018 | Lição de Casa
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Reprodução / RTVe

A criatividade e a efetividade na utilização das técnicas de musicoterapia realmente são surpreendentes. A musicoterapia vem "reverberando" em vários contextos, como costuma expressar a professora de musicoterapia da UFMG Verônica Magalhães Rosário. Uma entusiasta da área, a professora fala com satisfação sobre os avanços da musicoterapia em Minas nos ambientes clínicos, educacionais e sociais, ajudando a tratar e a prevenir problemas de saúde.

Ela explica que essa é uma ferramenta poderosa na ativação cerebral, com resultados comprovados através de pesquisas com a utilização de neuroimagens. As imagens feitas do cérebro permitem observar as muitas áreas que são ativadas quando se ouve ou produz música. Uma verdadeira "festa" no cérebro! Além disso, a professora Verônica explica a capacidade de transformação cerebral a partir da utilização continuada das técnicas de musicoterapia. Essa capacidade de transformação do cérebro está associada diretamente à neuroplasticidade ou plasticidade neuronal, que é a capacidade do nosso sistema nervoso de moldar-se, adaptar-se e mudar a partir de estímulos.

A professora ressalta a importância da formação adequada do profissional em musicoterapia para utilização das técnicas em seus diversos contextos de aplicabilidade. A musicoterapia é um bacharelado, ou seja, um curso superior com quatro anos de formação.

Outra experiente musicoterapeuta, Cláudia Miranda relata um trabalho bastante significativo, que produziu resultados surpreendentes em pacientes de várias idades que realizavam hemodiálise em um hospital da capital mineira. Enquanto aguardavam o término do procedimento, que normalmente é longo, Claudia realizava atividades de musicoterapia com o grupo de pacientes. Para ela, era nítido como que, com a passar do tempo e o envolvimento dos pacientes nas atividades propostas, a atmosfera do ambiente se transformava de um lugar carregado de preocupação para um ambiente de mais alegria e interação entre os pacientes.

A musicoterapia no contexto hospitalar pode ser realizada em grupos ou individualmente, conforme as necessidades do paciente e a proposta de intervenção recomendada pelo musicoterapeuta.

Cláudia ressalta que o trabalho com musicoterapia é bastante eficaz na terceira idade, possibilitando, através dos sons, das músicas e dos ritmos, que o idoso resgate sua identidade, suas histórias e memórias, proporcionando bem estar.

Ela explica que o trabalho com idosos pode ser feito em grupos ou individualmente, em ambiente clínico, residencial ou em instituições, de acordo com as circunstâncias e necessidades do idoso. Nesta fase da vida, as técnicas de musicoterapia podem ser utilizadas no tratamento de várias condições como o Parkinson, Alzheimer, depressão, AVC (acidente vascular cerebral).

 

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