Consulte a Melhor Programação para o seu filho

Consulte a melhor programação para o seu filho

Ver todas as atrações


'Meu filho vai ser médico! Né, filho?'

20 de Julho de 2017 | Pai tem que fazer de tudo
dedo-indicadorrr.jpg (67 KB)
Foto: Pixabay

Eu trabalho em uma grande universidade que tem o curso de Medicina. Recebo muitos calouros e seus respectivos familiares todos os anos, e alguns casos específicos me chamam mais atenção.

(Claro, o curso é apenas um exemplo. Isso que vou dizer aontece em todas as áreas e instituições.)

Percebo que muitos garotos e garotas estão certos da profissão e os olhos até brilham na hora de conhecer a estrutura e as peças oferecidas. Mas eu, com um olhar de papai e um de filho simultaneamente, percebo alguns jovens sendo colocados e empurrados por pressões familiares e pessoais na escolha da profissão. Ou melhor, na decisão da vida.

Com esse exemplo, eu sugiro que você participe comigo de um debate sobre a importância de nós, pais e mães, não tomarmos decisões por nossos filhos pensando no que NÓS deixamos de ser. Por causa de um trauma pessoal. Muito menos forçar uma barra para que seu filho garanta a linha sucessora de um negócio ou carreira que são seus. É injusto demais!

É claro que, enquanto eles são pequenos, temos a missão de escolher um colégio com ou sem religião, podemos sugerir esportes e atividades. Mas chega uma hora em que é preciso ter diálogo. Respeitar a ideia e o senso crítico da pessoa que está crescendo e que precisa cair e levantar com o nosso apoio. Escutar do seu eterno bebê. “Pai, quero fazer balé”, disse um menino. “Mamãe, quero fazer MMA", disse a menina. Qual é o problema? Se for algo do bem, deixe o filho voar. Fique na fileira da frente para assistir à apresentação dele. Não se renda a modelos mentais ou culturais. A felicidade dos nossos filhos é mais importante do que  tudo isso.

É claro que é um texto geral, cada um tem que refletir sobre o próprio cenário. Não precisa deixar o adolescente cair no mundo das drogas para ele ter experiência. “Deixar voar”. Nada disso, pelo amor de Deus.

Ah, Bruno, você não tem filho adolescente! Verdade, mas eu tento ser um cara correto. Os meus pais pegaram pesado comigo e apoiaram as minhas escolhas. E hoje eu sou publicitário com muito orgulho!