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Mãe, você não deve satisfação aos outros

25 de Abril de 2018 | Faz Sentido

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Por Débora Zanelato

Meu filhote ainda não nasceu, mas já tenho notado uma coisa: como nós, mães, estamos sempre nos justificando, como se devêssemos satisfação para o mundo sobre nossas escolhas. Você já reparou nisso também? Talvez seja viagem minha, mas comigo sinto que, quando falo sobre alguma decisão que tomei, nunca parece que estou só contando, mas logo explicando o porquê. Então vejo uma mãe contar que mudou o filho de escola e logo começa a explicar o motivo da escolha. Ou quando conta que parou de amamentar, porque não tinha leite, ou que o parto não foi normal por causa de algum motivo que vem a seguir. Fiquei pensando se a gente faz isso porque vivemos tão mergulhados em tantos julgamentos que, justificando, pode ser uma forma de evitar olhares tortos sobre nossas decisões, nossas escolhas ou simplesmente o que nos aconteceu.

Será que a gente precisa provar o tempo todo para as outras pessoas sobre as nossas escolhas, sobre o que a gente acha certo, ou mesmo dar satisfação sobre algo que não foi lá muito bem na nossa história, ou sobre a forma como estamos conduzindo tudo?

A patrulha em cima das mães é grande. Começa na gravidez; “você não está comendo pouco?”, ou “você não está comendo muito?”, “quantos quilos já engordou?”, “ah, mas vai ser parto normal?”, “você não poderia usar salto, né?”, “tá frio, coloca uma blusa”. Parece que a mulher engravida e pronto, instantaneamente ela se torna meio pública, muitas pessoas vão se sentindo no direito de comentar algo “não por mal”. É uma liberdade que surge mas que a gente não tinha dado. Depois, quando o bebê nasce, todo mundo é muito expert em criar filhos e sabe muito mais do que você em qualquer coisa. A mãe parece estar sempre fazendo algo errado. É tida meio que como alguém que “ainda tem muito a aprender”, não importa o quanto ela tenha se preparado, estudado, se empoderado.

Os julgamentos, palpites, pitacos, são eternos. Acho que tentar atender a essa demanda é uma tarefa inglória. Por isso tenho pensado que a gente deve começar a parar de se justificar. Deixar que pensem mesmo o que quiserem. Bancar nossas escolhas sem mais satisfações. “Fiz porque é o que acho o certo”, já deveria ser suficiente, né? Porque nunca dá pra controlar o que os outros vão pensar. Cada um com as suas tarefas: se a do outro é julgar, criticar, ou pensar o que quiser, a nossa é simplesmente continuar fazendo o que o coração acha certo com o filho que, né, é seu. Sem precisar provar ou mostrar que esse é o melhor jeito – porque muitas vezes pode não ser mesmo, e tá tudo bem. Então, deixe que diguem, que pensem, que falem. Aqui, vamos seguindo a intuição, aquilo que lemos, aquilo que sentimos. Ponderando nossas escolhas – porque sempre vamos aprender algo novo – e permitindo que a gente seja mais livre pra maternar do jeito que a gente acredita de verdade. Liberdade e auto-acolhimento é o que a gente mais precisa <3.

 

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