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E o irmãozinho, quando chega?

09 de Novembro de 2018 | Meu Dinheirinho
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Foto: Pixabay

 

Por Carlos Eduardo Costa

Todo pai e toda mãe devem se acostumar com uma pergunta que surgirá com frequência cada vez maior à medida que seu primeiro filho vai crescendo. E aí, já estão programando um irmãozinho ou irmãzinha? Muitas vezes, parece ser o único assunto para familiares e amigos.

E muitas são as questões a serem consideradas pelo casal nessa decisão. Muitas de foro mais íntimo, mas várias delas ligadas a questões práticas. Será que nossa residência comporta mais uma criança? Será que vale o ditado popular: onde come um comem dois? Será que o orçamento da casa não irá para o vermelho? E muitos acabam fazendo uma conta simples. Se eu gasto x com um filho, gastarei 2x tendo dois filhos. Será que isso é verdade?

Acredito que não. Primeiro em razão dos pais poderem aproveitar no segundo filho toda a experiência adquirida no primeiro. Quantos erros foram cometidos e que poderão ser evitados. E muitos destes erros significaram gastos desnecessários. Na criação do João Pedro, eu e minha esposa temos aproveitado muitas das lições que aprendemos com a Maria Eduarda. E fomos aplicando correções desde o início. Quando minha esposa ficou grávida da Duda, começamos a planejar o enxoval. Recorremos a amigos, dicas de especialistas. E montamos a nossa lista. Acabou sendo, pela nossa inexperiência, bem maior do que o necessário. Gosto sempre de dar dois exemplos. Todos os amigos falaram que uma babá eletrônica era fundamental. Acabamos comprando uma de última geração na época. E ela foi utilizada somente uma vez. Quando testei em um jantar com amigos antes do nascimento da Duda. Depois ela não foi usada.

A Maria Eduarda quando nasceu dormiu quase um mês em nosso quarto e depois o quarto dela era muito próximo ao nosso quarto e à sala de televisão. Qualquer barulho dela era notado com muita facilidade. Outro produto que compramos estimulados pela opinião de conhecidos foi o carrinho de bebê. Minha esposa pesquisou sobre as últimas tendências. Em uma viagem de férias, vimos o modelo que ela estava namorando em oferta. Compramos e passamos a viagem toda carregando aquela caixa. Era um modelo robusto, de três rodas. Acabou sendo utilizado uma única vez. Mal coube no meu carro. Abrir e fechar era uma batalha. Acabou estacionado na casa da avó. O enxoval do João Pedro já foi bem mais enxuto. Já sabíamos o que era útil ou não.

Outra questão importante é a possível economia de gastos com o segundo filho com o aproveitando daquilo que foi do primeiro filho. Móveis, roupas, brinquedos. Mesmo quando não são do mesmo sexo. O João Pedro herdou da irmã os móveis do seu quarto. E já usou e ainda usa, roupas que foram da irmã. A Duda tinha várias roupas que eram unissex. Se ele tivesse nascido menina, a economia seria ainda maior. Tínhamos guardado uma variedade grande de roupas da Duda em excelente estado.

E finalmente, os gastos não serão dobrados, pois muitas escolhas que faremos para o segundo filho poderão ser diferentes das escolhas feitas para o primeiro. A Duda, por exemplo, entrou na escolinha com um pouco menos do que três anos. Ou seja, temos gastos com mensalidade escolar desde então. Para o João Pedro, estamos fazendo uma escolha diferente. Ele só vai entrar na escolinha depois que tiver completado 4 anos. Até lá, continuará frequentando um espaço de brincar. O valor mensal é menor que uma mensalidade escolar. Lá, ele também está se desenvolvendo e se socializando. E em uma área livre enorme, o que é a cara dele!

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