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Duas dicas imprescindíveis para pais e mães que estão se divorciando

21 de Março de 2018 | Vou Ser Pai

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O número de divórcios no Brasil é o mais alto de todos os tempos e os motivos também são os mais variados. A sociedade está passando por transformações e esta situação tem ficado cada dia mais presente na vida das nossas crianças.

Lembro que quando estava na escola, eram raros os coleguinhas que tinham pais separados. E estes sempre eram rotulados como “filho de pais separados” toda vez que faziam alguma coisa errada. Eu cresci ouvindo isso e percebo que este cenário tem mudando muito.

Hoje tenho duas filhas e elas são “filhas de pai e mãe separados” e eu percebo que meus amigos, familiares, enfim, todos a nossa volta, lidam melhor com esta situação hoje, do que há 20, 30 anos, ainda bem!

Outro fato que percebo é que ainda temos muitos pais ausentes. O sujeito sai de casa e não termina somente o casamento, mas sim a relação com os filhos. E uma coisa não pode nem deve ter nada haver com a outra. A relação pai e filho, mãe e filho é para sempre.

Pai e mãe têm papéis fundamentais na vida de seus filhos, e um não substitui o papel do outro. Daí a importância de os dois estarem sempre presentes nas vidas dos pequenos, independente dos motivos ou da forma que a relação dos dois chegou ao fim.

Entender que não existe possibilidade alguma de um fazer o papel do outro é o primeiro passo. A criança sempre vai sentir falta da outra parte e, se esta parte não for presente o suficiente para suprir tal falta, a solução é aliviar isso com o seu melhor sentimento possível – o carinho. E aí entra o perigo!

Carinho não é mimo. Carinho não é passar a mão na cabeça da criança. Não é dar presentes e regalias o tempo todo, só porque ela não tem a presença de uma das partes, seja do pai ou da mãe.

Se a criança entender que terá regalias por não ter um pai ou uma mãe, como forma de compensar a ausência, isso será um erro fatal porque ela vai conhecer uma versão alterada da realidade. O mundo não é assim, ele não gira em torno do umbigo da criança.

Então, se você está passando por uma situação semelhante, vou deixar aqui 2 dicas:

#1 Nunca (eu disse NUNCA) abandone seu filho. Independente de qualquer coisa. Não há motivo nenhum no mundo que justifique o abandono de uma criança, seja por parte da mãe, quanto do pai;

#2 Não compense a falta de uma parte com mimos e regalias. O “NÃO” é um dos maiores ensinamentos que seu filho pode ter. Ele vai crescer, vai entrar para escola, para faculdade, para o mercado de trabalho e o que ele mais vai se deparar na vida é com frustração. Saber lidar com esta situação é parte fundamental para o sucesso dele lá na frente. Entretanto, o ensinamento, a lição, começa agora!

Por fim, converse, dialogue, explique a situação para seus filhos, por mais novinhos que eles sejam, não enrole, converse abertamente sobre a separação e deixe sempre muito claro: papai e mamãe podem até não estarem mais juntos, mas nunca deixarão de ser pai e mãe. Certo?

 

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