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Como tenho usado a disciplina positiva na educação das minhas filhas

26 de Outubro de 2018 | Vou Ser Pai
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Foto: Arquivo pessoal

 

Por Fernando Dias

Há alguns meses venho estudando sobre Disciplina Positiva e tentando aplicar alguns conceitos em casa, como bem disse no último post. Tentando, isso mesmo. Não é fácil mudar o comportamento das crianças da noite para o dia. Mas é muito gratificante quando a gente consegue uma evolução na qualidade do trato, do corrigir, do educar.

Parar de corrigir com castigo, gritos e ameaças, é uma mudança muito forte, inclusive cultural.

Nós fomos criados de outra forma. Eu por exemplo, não tive uma educação baseada no grito e nas palmadas, mas castigo eu tinha toda semana. Ficava sem vídeo game, sem bicicleta e por aí vai. Não morri por causa disso e nem tenho traumas, mas a Disciplina Positiva lida de outra forma com a questão, de forma mais respeitosa, participativa e afetiva. E isso não significa ser permissivo, muito pelo contrário, nossas crianças precisam de limites.

Tenho alguns casos de sucesso e gostaria de compartilhar um deles com vocês. Há uns três anos eu me separei, e hoje, as meninas têm duas casas. Ficam alguns dias da semana comigo e, outros, com a mãe.

Eu sinto que, às vezes, elas se sentem meio perdidas com relação aos seus pertences. Gabi, que é a mais nova, ‘bate cabeça’ direto. Ela pega uma birra que foge ao controle de qualquer um. Como quando ela quer ir pra escola com um sapato que não está na minha casa. Pronto. Isso é motivo para uma guerra.

Antes eu tentava ganhar essa guerra. Eu pensava: quem é essa menina de quatro anos pra me peitar? Quem ela pensa que é? Vou ganhar essa batalha, nem que seja na marra. E isso só piora as coisas. Hoje, ainda tenho meus deslizes e nem todo dia estou bem, mas creio que já avancei muito nesse sentido.

O que eu venho tentando fazer é o seguinte: quando surge a birra, eu tento conversar com ela numa boa, e, geralmente, não funciona. Então eu saio de perto, tomo um banho e deixo ela lá. Quando eu volto, ela já está mais calma, e a gente consegue conversar melhor. Assim, eu não entrei no calor da confusão.

Depois eu me abaixo no nível dela, digo que entendo o que ela está sentido (muito importante validar o sentimento da criança e não ficar mandando ela parar de chorar), e explico que o tal sapato não está ali naquele momento, mas que depois da aula, podemos passar na casa da mãe pra pegar. Eu vou dando outras alternativas, para que ela mesma faça seus combinados comigo.

Aí ela para de chorar e você vê que funciona! É mágico, não precisou gritar, colocar de castigo, ameaçar, é muito mais respeitoso. É pela criança, claro, mas não é só por ela. É muito bom quando a gente consegue se controlar, afinal o adulto na relação somos nós, não é mesmo?

Por fim, tenho comparado este aprendizado, essa vivência, como se fosse um alcoólatra no AA. Um dia de cada vez, uma conquista a cada birra, lutando para não ter recaídas que me façam voltar ao padrão anterior, para o bem dos meus filhos, para o bem da nossa relação.

E você? Como lida com essas questões na sua casa?

 

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