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Como o pai pode atuar no caso de uma depressão pós-parto da mãe?

06 de Dezembro de 2017 | Vou Ser Pai

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Depois de meses de preparação e expectativa, finalmente o bebê nasceu! Tudo deveria ser alegria e encantamento, não é mesmo? Porém, para algumas mamães, a realidade é diferente. Trata-se da depressão pós-parto.

Você conhece o problema? Sabe quais são as causas? Tem ideia de como ajudar a mãe durante essa situação? Então continue a leitura que vou tentar te ajudar a esclarecer essas dúvidas!

Causas da depressão pós-parto

Os especialistas dizem que não existe um único fator que cause a depressão pós-parto. Sabe-se que a condição é provocada por fatores físicos, emocionais e relacionados ao estilo de vida. Entenda:

Fatores físicos:

Durante a gestação, o corpo da mulher sofreu inúmeras alterações, inclusive hormonais. Após o parto, ocorre uma queda dramática na produção de hormônios como estrogênio e progesterona.

O resultado é uma sensação de tristeza e cansaço. Alterações de humor também podem ser resultado de mudanças no volume de sangue, pressão arterial, metabolismo e até do sistema imunológico.

Fatores emocionais:

Os primeiros dias ou meses do bebê podem ser exaustivos: estresse, preocupação, pressão psicológica, privação de sono. A mãe pode ter a sensação de que perdeu completamente o controle da própria vida.

Todos esses sentimentos, somados à insegurança de quem quer acertar nos cuidados com o filho mas nem sempre sabe exatamente como fazer isso, podem deixar a mãe vulnerável à depressão.

Fatores relacionados ao estilo de vida:

Como se as pressões naturais da situação não bastassem, muitas mulheres lidam com dificuldades adicionais: problemas com a amamentação, ciúme dos outros filhos (e em alguns casos, até do marido!), falta de apoio ou dificuldades financeiras.

Sintomas

Embora os sinais de uma possível depressão pós-parto sejam muitos, é comum a mulher não percebê-los. Por isso, a família ? especialmente o pai ? precisa ficar atenta e reconhecer os sintomas. A mulher pode sentir:

·         tristeza constante, especialmente de manhã ou à noite;

·         sensação de culpa, como se fosse responsável por tudo que acontece de errado;

·         falta de paciência e irritabilidade;

·         vontade de chorar sem motivos “justificáveis”;

·         desânimo e pessimismo;

·         cansaço permanente, mesmo após períodos de descanso;

·         ansiedade em relação ao bebê, necessidade constante de se certificar com profissionais de saúde de que ele realmente está bem;

·         sensação de incapacidade para lidar com questões cotidianas;

·         temor infundado de possuir doenças graves;

·         dificuldade para se divertir;

·         perda do bom humor;

·         falta de concentração;

·         problemas com a formação de vínculo com o bebê ? sensação de que ele não é seu filho;

·         vontade de fugir ou desaparecer.

Como ajudar

Caso reconheça esses sinais em sua esposa ou companheira, ela precisará de ajuda. Em vez de pensar que ela não ama o bebê ou não se preocupa com ele, entenda que esse é um problema que necessita de tratamento médico. Portanto:

·         Como pai, procure amenizar os fatores ambientais que podem causar ou agravar o problema. Tente administrar a relação com outros filhos, dividir as responsabilidades com a casa, etc. Aliviar a sobrecarga da mãe pode ser um bom começo.

·         Demonstre reconhecimento pelo trabalho que ela faz. Diga a ela que você sabe do esforço que ela tem feito para manter a casa em ordem e o cuidado com os filhos, incluindo o bebê.

·         Mesmo que você seja o provedor financeiro da casa e passe o dia trabalhando fora e ela não, reveze nos cuidados com o bebê. Além de um alívio para a mãe, o pai que cuida cria um vínculo com seu filho e tem a chance de um relacionamento profundo com ele.

·         Reserve um tempo semanal na agenda para cuidar do bebê enquanto sua companheira tem um horário só para ela. Pode ser para sair e conversar com uma amiga ou fazer as unhas. Espairecer é importante.

·         Demonstre que você ainda a considera atraente como mulher. É importante que ela não perca essa dimensão da própria vida.

·         Procure ajuda médica imediatamente. O profissional saberá avaliar se há necessidade de medicamentos ou alguma terapia específica para a solução do problema.

A depressão pós-parto é preocupante, mas saber como lidar com a situação pode garantir a solução do problema e proporcionar momentos de realização e felicidade para a família!

 

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