Consulte a Melhor Programação para o seu filho

Consulte a melhor programação para o seu filho

Ver todas as atrações


Como foi assistir ao filme 'Menino Maluquinho' junto do meu filho

09 de Abril de 2018 | Blog da Kika


Junim (Samuel Brandão), Tonico (Levindo Júnior), pai do Maluquinho (Roberto Bomtempo), Irene (Edyr de Castro), Julieta (eu) e mãe do Maluquinho (Patrícia Pilar). Foto: arquivo pessoal.

 

Eu sempre imaginei como seria assistir ao filme Menino Maluquinho, tão importante na minha infância, junto com meu filho.

Mas achei que o Luiz só teria interesse em ver um filme de 1h23 de duração quando fosse mais velho, com pelo menos 5 anos, sei lá.

Eis que o garotinho de 2 anos e 5 meses descobre a existência daquele DVD em casa. E fica intrigadíssimo quando eu digo que "mamãe está lá". E assiste a tudo, sentadinho no meu colo, com os olhos vidrados. E depois pede pra assistir de novo, e de novo, e de novo. "Quero ver mininu maiuquim". "Quero ver a mamãe". E ele mesmo pega o DVD, coloca no aparelho e dá play.

Ele não ficou comentando as cenas, então não sei dizer o que achou delas. Mas ficou compenetrado, vendo as crianças brincando na tela, vendo o carrinho de rolimã, o balão fazendo o resgate no alto da mangueira etc.

Na primeira vez que vimos até o fim, na semana passada, eu chorei em vários momentos. Fiquei feliz com a experiência, nostálgica com a minha infância e também com um conceito de infância e de pureza infantil que parecem estar se perdendo, ou durando cada vez menos tempo.

Quando eu era criança, queria ser criança pra sempre. "Peter Pana", dizia meu pai.

Hoje, as crianças de 6, 7 anos já se portam como adolescentes.

Pela primeira vez na vida, assisti ao Menino Maluquinho com olhar de mãe. Junto com meu filho. E pensando em como eu gostaria que o Luiz tivesse uma infância plena como aquele personagem do Ziraldo, com tantas brincadeiras na rua, ao ar livre, sem um adulto controlando ou monitorando tudo o tempo todo. E em como isso tem se tornado cada vez mais difícil nesses tempos de violência, de muitos carros nas ruas, enclausuramento em condomínios e substituição dos contatos e conversas pessoais por virtuais.

Foi como se eu estivesse assistindo ao filme pela primeira vez, sendo que já vi mil vezes antes.

Tocada, escrevi um email ao diretor Helvécio Ratton apenas para agradecer por ter feito um filme tão incrível, que registrou, maravilhosamente, um recanto perdido da infância brasileira. Que virou um clássico do cinema. Ele me respondeu dizendo uma coisa muito legal, que eu já tinha percebido pelo retorno dos leitores do blog ao post que fiz em 2015, Por Onde Anda a Turma do Filme Menino Maluquinho, 20 Anos Depois: "O filme vem atravessando o tempo e encantando as novas gerações. A cada dia escuto de pais jovens que seus filhos, meninos de hoje, adoram o filme."

É isso. Se, em 1995, o filme já tinha encantado crianças, seus pais e seus avós, hoje, mais de 20 anos depois, ele segue na mesma toada, com crianças diferentes daquela época, mas ainda com a mesma ânsia de serem apenas crianças, com menos cobranças, mais felizes, mais maluquinhas, mais livres.

Ou talvez as crianças não sejam diferentes coisa nenhuma, em sua essência? Nem as de agora, nem as de 1995 e nem as dos anos 60, quando se passa o filme. É pra se pensar...

O que eu sei é que foi muito mágico rever o filme agora com o olhar de mãe.  Não é a primeira vez que isso me acontece, né? Recomendo a todos que assistiram Menino Maluquinho quando eram crianças para assistirem agora de novo, juntinho dos filhos ;)

Leia também:

faceblogttblog

 

Facebook-01.png (83 KB) Instagram-01.png (104 KB)