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Como falar NÃO para o seu filho sem se tornar a vilã

10 de Maio de 2018 | Mães Que Educam

limite_nao_bronca_menina_semcredito.jpeg (77 KB)Por Cristina Cançado

Falar "não", "não pode" é uma das maiores dores que muitas mães têm tido na criação dos filhos.

Mesmo não sendo tarefa fácil, é urgente entender o valor do "não" na educação das crianças. É na vivência do "não" que podemos educá-las para serem pessoas mais fortes e mais felizes.

Muitas vezes omitimos o “não” por medo... Medo de magoar, medo de traumatizar, medo de não ser amada ou medo de ser injusta. Omitimos o “não” também por cansaço, por falta de paciência ou por acreditar que não adianta, porque a criança é teimosa e não escuta.

Imagina chegar em casa à noite, depois de um dia exaustivo de trabalho e ter que lidar com as pirraças do seu pequeno. Cansaço, chateações ou problemas pessoais precisam ser deixados de lado, porque o filho não quer jantar, não quer dormir, não quer tomar banho, não quer guardar os brinquedos, não fez o Para Casa... Enfim, parece muito mais fácil dizer sim do que enfrentar as consequências que um “não” pode trazer: birra, choro, cara fechada, gritos...

A mãe que não trabalha fora de casa também pode estar exausta e acaba se sentindo culpada por isso. Muitas pessoas pensam que a mãe que fica em casa não se cansa.

O “não” passa pelo afetivo. Ele afeta quem diz “não” e também quem recebe um “não”. Pode vir um sentimento de culpa de estar sendo má, uma vilã de verdade.

Mas é preciso lembrar que colocar limites, falar um “não” no momento certo, é uma das condições para que a criança se desenvolva bem, para que ela seja feliz. É também um processo, que começa bem cedo.

Quando a criança é muito pequena, começa a engatinhar, a andar, o “não” vem primeiro pela segurança. Ela aprende o significado do não através dos sinais que o adulto vai enviando: o “não” pelo olhar, pelo semblante, pelo tom da voz...

Precisamos ficar atentas para não repetir padrões de comportamento com os quais não concordamos. A correria do dia a dia e os medos que trazemos dentro de nós sobre o momento certo de colocar limites nos impede de refletir sobre o que precisamos mudar na nossa jornada de mães.

Então, como guiar seu filho nessa jornada de aprender a lidar com o “não”, com o que pode e o que não pode?

1º- Considere o que seu filho está sentindo - É importante levar a sério os sentimentos da criança. Isso significa ensiná-la e incentivá-la a falar sobre o que sente diante do conflito.

2º- Seja coerente com o que você fala e faz - A criança nos observa e aprende o tempo todo com o que vê.

3º- Seja constante - O “não” de hoje é o “não” de amanhã.

4º- Tenha empatia - Quando nos colocamos no lugar da criança, conseguimos perceber a situação através de outras lentes e compreender a necessidade da criança.

Ao colocar limites, falar NÃO para o filho com segurança, com firmeza e com clareza estamos sendo, na verdade, mães, jamais vilãs.

Lembre-se: colocar limites também é uma forma de demonstrar amor.

 

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