Consulte a Melhor Programação para o seu filho

Consulte a melhor programação para o seu filho

Ver todas as atrações


Comida industrializada, martirização dos pais, culpa e as proibições ruins

09 de Fevereiro de 2018 | Alimentação Infantil

bolo-doce-comida-sobremesa.jpg (81 KB)

Meu nome é Luiza Fiorini e sou mãe de dois filhos. Clara, de 8 anos, e Vitor, de 5.

Estudo muito sobre alimentação e a base da alimentação da minha família é a comida de verdade. Mas nem sempre foi assim.

Tenho uma memória afetiva maravilhosa do café da manhã que meu avô fazia. Na mesa tinha sempre leite, café, chá mate, uma cestinha de pães e frutas, além de prato, pires e xícara. Era tudo perfeitamente organizado em uma mesa redonda coberta com duas toalhas. Minha avó era dona de um maravilhoso restaurante chamado Café Concerto, localizado na Savassi, em Belo Horizonte (a comida de lá era uma delicia), e, como vocês podem ver, comida sempre rodeou meu caminho. Os industrializados sempre passaram longe da minha casa.

Lembro que, quando era bem pequena, minha mãe tinha um amigo que mantinha na despensa de casa um mundo de macarrões instantâneos, chocolates, biscoitos, e eu nunca podia comer, por puro cuidado que minha mãe tinha comigo. Apesar disso, foi exatamente esse tipo de alimento que ofereci a minha família, não existindo equilíbrio ao oferecer os ultraprocessados. Conforme fui me informando, fui caindo na real sobre o mal que estava oferecendo aos meus filhos.

Nesta semana, recebi de várias pessoas um post de uma nutricionista criticando duramente vários industrializados conhecidos a fundo por nossas crianças.

Posts como o que recebi martirizam os pais, causam culpa e não trazem opções para modificar hábitos alimentares que já estão instalados de forma rotineira. Não vou compartilhar, porque acho que não vale a pena disseminar este tipo de informação e, pelo que vi, todos que compartilharam comigo estavam desesperados. 

Acredito no mal que os industrializados fazem, em como estão lotados de aditivos químicos e açúcar, sou contra as estratégias de marketing usadas para atingir as crianças e os pais com seus brindes e brinquedos compensatórios, e acredito ainda mais que as crianças devem ser informadas sobre esses pontos. Apesar de minhas crenças, sou completamente contra as PROIBIÇÕES.

Proibições geram desejo, ansiedade e compulsão e, quando temos uma alimentação equilibrada, não existe mal em consumir alguns produtos como exceção. São produtos gostosos, sim, a indústria sabe muito bem o que faz. Esse equilíbrio é essencial para mostrar às nossas crianças que existe comida pra comer sempre e comida pra comer de vez em quando.

Se o consumo de industrializados em sua casa é excessivo, vá diminuindo aos poucos, substituindo por alimentos menos processados, feitos de forma artesanal, em casa, com carinho e cuidado com a manipulação e os ingredientes. Novos hábitos são instalados aos poucos.

Criança que come bem é criança que come de tudo em qualquer lugar, de forma equilibrada e principalmente consciente.

 

Facebook-01.png (83 KB) Instagram-01.png (104 KB)