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Assumir nossas falhas faz com que as crianças vejam que a perfeição não existe

03 de Dezembro de 2018 | Educação Emocional
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Foto: Pixabay

 

Por Danielle Gomes

Ao longo de nossa vida buscamos cumprir uma expectativa de perfeição que nos impede de acolhermos e aceitarmos nossas falhas. Costumamos ter expectativas muito altas e cobranças que aumentam a sensação de fracasso.

Falharemos inúmeras vezes, nos sentiremos angustiados, incompetentes e frustrados. Mas não precisamos nos aprisionar nesses sentimentos. Em vez de buscar a perfeição, devemos procurar ser melhores a cada dia. Quando somos capazes de compreender de forma clara o que precisa ser mudado, nos tornamos mais comprometidos com nosso desenvolvimento.

Da mesma forma, não devemos esperar perfeição das crianças, mas sim proporcionar que elas experienciem os acontecimentos e explorem o mundo, buscando descobrir seus talentos e potencial. Devemos encorajá-las a dar o seu melhor em vez de serem perfeitas.

A auto valorização está diretamente relacionada ao amor e aceitação. Crianças que se sentem plenamente vistas, compreendidas, aceitas e amadas, desenvolvem segurança emocional e tornam-se capazes de assumir a autoria da própria vida.

É importante que elas saibam que as aceitamos incondicionalmente como são e estaremos disponíveis sempre que precisarem. E que o relacionamento importa mais do que qualquer falha ou atitude indesejada que elas possam ter.

O medo de errar nos faz criar várias estratégias para não fazer, não arriscar, procurando evitar a frustração. Ao admitirmos nossos erros, buscando repará-los, não estamos nos desvalorizando ou nos desautorizando como equivocadamente pode se pensar. Ao contrário, aceitando nossas fragilidades, damos a oportunidade das crianças verem que não somos perfeitos, de forma que também não sintam necessidade de buscar a perfeição em si mesmos.

Se desejarmos que elas assumam suas falhas, se posicionem perante a vida, consigam relacionar suas ações com as consequências para se apropriarem de seus próprios esforços, precisamos fazer o mesmo e cuidar do exemplo que estamos transmitindo. Somos um modelo, por isso é fundamental sermos congruentes, não colocando regras que nós mesmos não iremos cumprir.

Precisamos ser coerentes, ter consistência entre as palavras e as ações, ser o modelo do comportamento que desejamos ver nas crianças. Muitas vezes, esperamos delas comportamentos e atitudes que nós mesmos não estamos tendo.

Ao acolher e aceitar nossa vulnerabilidade, assumindo nossas imperfeições e sendo passíveis de falhas, permitimos que as crianças também aprendam a responder positivamente às frustrações e decepções, tornando-se mais resilientes.

Seja gentil com você mesmo, olhe com compaixão e profunda gratidão por tudo que já viveu até aqui e permita-se promover mudanças que possibilitem que você viva momentos de muito amor e conexão em seus relacionamentos. Pergunte-se: “O que eu posso fazer para melhorar?

A qualquer tempo é possível fazer mudanças em nossas vidas. É possível evoluir e avançar um pouco mais a cada dia. Somos livres para sermos o tipo de pessoa que queremos ser.

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