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Apesar dos avanços, desafios da educação básica no Brasil ainda são muitos

19 de Junho de 2018 | Lição de Casa

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Independente se a rede é particular ou pública, a estrada ainda parece ser longa até que superemos questões básicas. Neste percurso vamos com diálogo e muita perseverança vencendo um a um os desafios. E, claro, buscando estreitar os laços e fortalecer de forma positiva a tríade que sustenta o sucesso escolar: família, escola e sociedade.

Para contribuir com a nossa série de entrevistas sobre como os pais podem contribuir para formação de bons leitores, conversei com a pedagoga e palestrante Claudia Vitoi Roque, que já atuou como professora e supervisora em escolas de Ensino Fundamental e tem formação em Psicopedagogia pela EPSIBA – Argentina.

São muitos os desafios dos professores de educação básica dentro da sala de aula. Atender a todos os alunos em suas especificidades não é tarefa fácil para um só professor. Neste sentido, como os pais podem ajudar os professores no acompanhamento diário de seus filhos?

CLAUDIA ROQUE: Especialistas na área da educação afirmam a importância da participação dos pais na rotina escolar dos filhos e da parceria entre família e escola. Este acompanhamento pode ser de várias maneiras:

• Acompanhando a realização das tarefas de casa;

• Incentivando o filho a tirar as dúvidas com o professor;

• Analisando os erros e notas de provas;

• Conversando sobre os acontecimentos diários da escola;

• Demonstrando real interesse pelo seu aprendizado;

• Estabelecendo, junto com o filho, uma rotina e horários de estudos diários;

• Incentivando sua autonomia nas atividades do cotidiano e na escola.

Muitos pais acham que é preguiça dos filhos quando estes reclamam que não estão entendendo o conteúdo e começam a relutar em fazer as atividades de para casa. Quais as dicas para que os pais consigam discernir entre o “corpo mole” e a dificuldade verdadeira? 

CLAUDIA ROQUE: É importante que os pais observem o comportamento de seu filho. É natural que em algum momento da vida as crianças tenham algum tipo de resistência em realizar os deveres de casa ou mesmo estudar. Cabe aos pais colocarem os limites e a importância do compromisso com a escola, auxiliando nas tarefas e estimulando a busca do conhecimento. Ofereça ajuda e se interesse pela sua dificuldade. Nada melhor que uma boa conversa com ele para saber o que está acontecendo.

Portanto, quando uma criança começa a não querer estudar ou mesmo a reclamar muito da dificuldade na realização das tarefas de casa, é preciso ficar atento, pois ela pode, sim, estar com alguma dificuldade escolar.

Quais atitudes dos pais podem contribuir para que seus filhos se sintam motivados a estudar?

CLAUDIA ROQUE: O hábito de estudar deve ser criado desde cedo. À medida que a criança vai avançando nos anos escolares, o tempo de estudo vai aumentando para que ela possa dar conta de todo o conteúdo. Torne o estudo algo prazeroso. Faça brincadeiras com o aprendizado como jogos, rimas, músicas, etc.

Evite castigo e punição para estudar, a criança começa a associar os estudos a algo ruim. Converse e explique a importância de aprender. Algumas vezes é necessária uma punição, como não assistir televisão, não brincar ou não ir ao cinema porque tirou nota baixa.

Aproveite atividades do dia a dia para fixar ou associar a conteúdos aprendidos na escola.

Como os pais podem ajudar a identificar de forma precoce se seu filho tem sintomas do TDAH?

CLAUDIA ROQUE: Pesquisadores apontam alguns marcadores de TDAH que podem estar presentes desde o nascimento até os 12 meses:

• Criança chorona, irritada, com sono agitado, inquieta, muitas regurgitações ou vômitos, sensível a alimentos e suas texturas etc.

Estas crianças devem ser acompanhadas por médicos atentos aos sintomas, fazendo os diagnósticos diferenciais e observando seu desenvolvimento.

Já na fase pré-escolar, os sintomas mais comuns que podem servir de alerta são:

• Esquecido

• Desorganizado com seus objetos pessoais

• Se envolve em muitos conflitos com os colegas

• Prefere brincadeiras de muita atividade física a jogos mais tranquilos

• Inquieto

• Parece estar sempre distraído

• Não presta atenção a detalhes e acaba cometendo erros

• Fala excessiva, impulsivo etc.

Se seu filho apresenta vários sintomas descritos acima e por um período prolongado, é importante procurar um profissional especializado para avaliar.

Crianças com TDAH têm comportamentos característicos dessa condição. Como distinguir agitação natural de TDAH?

CLAUDIA ROQUE: É comum as pessoas confundirem crianças agitadas, sem limites, muito tímidas ou mesmo com depressão infantil, com crianças com TDAH.

O diagnóstico diferencial é de extrema importância para a correta intervenção.

O diagnóstico de TDAH é clínico e multidisciplinar e deve ser realizado por uma equipe: neurologista ou psiquiatra infantil, fonoaudiólogo, psicopedagogo, neuropsicólogo e psicólogo.

Quando pensamos em TDAH, dois marcadores importantes de serem observados são os prejuízos que a criança tem em sua vida diária e a intensidade dos sintomas.

Cabe lembrar que crianças que estejam passando por situações de estresse, como por exemplo, a separação dos pais ou a perda de um ente querido, podem apresentar sintomas parecidos com os do TDAH. Assim, ressaltamos a importância da procura de um profissional competente para que seja feito o diagnóstico diferencial e a devida intervenção.

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