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Você sabe quais são as diferenças entre gripe e resfriado? Descubra aqui!

01 de Maio de 2017 | Saúde

São Marcos apresenta:

Vamos fazer um teste. Seu filho está com o nariz escorrendo, febre e mal-estar. O que ele tem? Se você respondeu gripe, pode ter acertado. Se respondeu resfriado, também.

A confusão acontece porque as duas doenças têm sintomas parecidos. Mas a verdade é que são muitas as diferenças entre elas, incluindo seus prognósticos e tratamentos.

Segundo o Ministério da Saúde, o resfriado é uma doença respiratória causada por vários tipos de vírus. Os mais comuns são os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (RSV), que geralmente acometem crianças. Os sintomas são brandos e duram pouco tempo, entre dois e quatro dias. Os mais comuns são tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é rara e, quando presente, é em temperaturas baixas.

Já a gripe é causada pelo vírus influenza e geralmente é caracterizada por febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Sintomas respiratórios como a tosse tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. “Além de se manifestar de uma forma mais severa, a gripe tem mais riscos de complicações. As mais comuns são a pneumonia e a descompensação de outras doenças, como asma e bronquite”, afirma o médico infectologista Adelino de Melo Freire Jr., gerente de vacinas do Laboratório São Marcos e coordenador de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Felício Rocho.

Os tratamentos e as indicações preventivas de cada doença também apresentam diferenças. Uma importante forma de prevenção, contudo, é comum entre as duas, especialmente no caso dos pequenos. “É fundamental que os pais tentem limitar o convívio da criança quando ela está doente, evitando que ela vá à escola, por exemplo. Isso ajuda a proteger a comunidade e evitar que a doença se espalhe”, explica dr. Adelino. A proteção também é reforçada por duas medidas básicas: a higienização das mãos e a vacina (saiba mais no boxe acima).

Embora as duas doenças possam se manifestar durante todo o ano, a prevalência é maior entre os meses de maio e agosto. Isso porque a baixa umidade do ar provoca o ressecamento das vias aéreas, elevando o risco de contágio, e as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas em espaços fechados para se proteger do frio, o que aumenta a chance de proliferação do vírus. 

A vacina contra gripe é indicada a partir dos 6 meses de idade. Deve ser tomada anualmente e possui efeitos colaterais brandos, como dor local e mal-estar, que aparecem em menos de 2% das pessoas.