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Como acontece a cárie e o que fazer para evitá-la? Veja recomendações

01 de Maio de 2017 | Saúde - Artigos

Por Mônica Barreto Pereira 

Cárie | Foto: Pixabay
Cárie | Foto: Pixabay

Imagine que você acabou de limpar muito bem os dentes de seu filho com escova de dente, pasta com flúor e fio dental. Em poucos segundos, repousa sobre o dente uma película de saliva e, junto a ela, bactérias. Isso mesmo. Na nossa boca vivem as bactérias normais da microbiota bucal, assim como no intestino existe a flora intestinal. E tudo isso em equilíbrio.

Mas, com o processo de industrialização alimentícia e, a partir do século 19, com a mudança dos hábitos alimentares, explodiu a doença cárie em praticamente todo o mundo. O que leva as bactérias da microbiota bucal a participar do processo da cárie dentária é a presença frequente do açúcar na alimentação da criança. E não estamos falando de uma ou duas ingestões por dia. É necessário que a criança consuma açúcar mais de seis vezes ao dia e, principalmente, entre as refeições, para desencadear a cárie dentária. O risco se agrava quando o açúcar consumido é na forma pegajosa, como biscoitos, balas e doces, assim como quando há alimentação madrugada adentro, que é o caso das mamadeiras noturnas. Mas, mesmo o suco adoçado, se consumido ao longo do dia substituindo a água, torna-se um problema.

Vale lembrar que carboidratos, como pães e biscoitos, mesmo que sejam salgados, também são degradados e transformados em açúcares. Então podemos explicar a cárie da seguinte forma: sobre o dente temos a placa bacteriana, também conhecida como biofilme. Quando há o consumo de açúcar, a bactéria metaboliza esse açúcar, tendo como resultado a formação de um ácido que ataca o esmalte do dente. Em uma situação de equilíbrio, logo após esse momento de ataque ácido em que há perdas microscópicas de mineral do esmalte, a própria saliva desempenha o papel remineralizante.

Assim, passamos o dia todo com ações de perdas e reposições de minerais em estágios microscópicos, com o dente saudável ao final. Porém, se o ataque ácido for frequente e se repetir por vários dias seguidos, ele acaba danificando o esmalte do dente de forma irreversível. Quando descoberta em estágio inicial, a lesão de cárie é vista como uma mancha branca sem brilho. Nesse momento, tomadas as devidas providências, é possível paralisá-la.

Então, para ter sorrisos saudáveis, atenção aos seguintes cuidados:

       ›› Escovar os dentes ao menos duas vezes por dia, desorganizando a placa bacteriana;
       ›› Utilizar pasta de dente com 1.100 ppm de flúor desde o nascimento do primeiro dentinho, em pequena quantidade*;
       ›› Reduzir o consumo de açúcar;
       ›› Dar intervalo de duas a três horas entre as refeições. Nesse período, oferecer apenas água. 
*conforme recomendação do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Odontopediatria;

Mônica Barreto Pereira é odontopediatra e idealizadora do programa Pepo, que atua em escolas de educação infantil de Belo Horizonte na área de prevenção odontológica e fonoaudiológica. É mãe de quatro filhos: Gabriel, Joana, Camila e Antônio, todos adolescentes.